Três sobreviventes são resgatados em condições precárias em Brumadinho

Tatiana Moraes
Publicado em 26/01/2019 às 19:18.Atualizado em 05/09/2021 às 16:15.
Tragédia completou seis anos em 25 de janeiro (Lucas Prates / arquivo Hoje em Dia)
Tragédia completou seis anos em 25 de janeiro (Lucas Prates / arquivo Hoje em Dia)

Trinta horas após o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, os bombeiros continuam trabalhando com a possibilidade, embora remota, de encontrar sobreviventes. Neste sábado (26), três pessoas foram resgatadas vivas em meio aos rejeitos. Operada pela Vale, a barragem rompeu por volta das 12h desta sexta-feira (25).

As vítimas foram encontradas em situação precária. “Elas estavam com fraturas múltiplas, muitos cortes e desorientadas”, afirmou o coronel dos Bombeiros, Anderson Almeida, em entrevista coletiva realizada em Brumadinho, no fim da tarde deste domingo (26). Segundo o coronel, não foi possível saber se eram funcionários da Vale. “Não dava para perceber uniforme. Eles estavam com a roupa muito rasgada e até desnudos”, comentou.

O especialista em resgates explica que o tempo é inimigo dos profissionais devido às condições da tragédia. Afinal, o rejeito possui água em abundância, reduzindo a possibilidade de formação de bolsões de ar, que mantêm a respiração. Além disso, as pessoas podem estar até 8 metros debaixo da lama, que pesa. Ela também é abrasiva, reduzindo ainda mais a possibilidade de encontrar sobreviventes.

Até o momento, foram confirmadas 34 mortes e há 296 desaparecidos. Conforme o Coronel, um ônibus com pessoas foi localizado submerso na lama, mas ainda não foi possível chegar até ele. Ele relata que sempre que estão a caminho do veículo um corpo é encontrado, forçando a volta da equipe.

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