bairro Silveira

Um dia após queda de avião em BH, moradora volta ao prédio para tentar retirar pertences

Imóvel está interditado para vistoria técnica da Defesa Civil e perícia do Cenipa

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/05/2026 às 11:14.
 (Reprodução TV Globo)
(Reprodução TV Globo)

A moradora do prédio que foi atingido por um avião nessa segunda-feira (4), em Belo Horizonte, Avani Soares, esteve na manhã desta terça (5) no imóvel para tentar conseguir retirar alguns objetos pessoais de casa. Avani mora no apartamento 102 e passou a noite na casa do filho. 

“Eu vim até aqui para arriscar. Meu vizinho é militar e eles falaram com os militares que estão aqui. Como não é em um andar de risco, eu pude entrar”, disse a moradora. 

Segundo ela, a Defesa Civil - que voltou ao bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, na manhã desta terça - revelou que não tem um prazo para concluir os trabalhos e dificilmente aconteceria até o final desta semana. 

Além deles, técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também estão no local dando continuidade aos trabalhos de investigação das causas do acidente que deixou três pessoas mortas, dentre elas, o filho do prefeito de Jequitinhonha, Fernando Souto Moreira.  

Susto com impacto do avião contra o prédio

Há dois anos residindo no imóvel, Avani Soares revelou que estava no prédio quando o acidente aconteceu. Segundo ela, o susto foi grande, já que “o dia virou noite”. “Foi horrível. Escureceu tudo e um barulho. Eu disse que o mundo estava acabando. Balançou as janelas e foi terrível”, contou Soares. 

O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, dois ocupantes desembarcaram e um embarcou. Em seguida, a aeronave decolou novamente com cinco pessoas, incluindo o piloto, com destino a São Paulo.

Os passageiros do voo eram sócios da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões. Não há detalhamento sobre as pessoas que deixaram a aeronave antes da decolagem final.

A queda ocorreu no estacionamento de um prédio residencial. Antes do acidente, o piloto informou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem.

Segundo registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.

De acordo com a Anac, o avião não possuía autorização para operação como táxi aéreo, o que impede o uso para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento. O modelo é conhecido como “sertanejo”.

Mortos e feridos

O empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, foi a terceira vítima do acidente com um avião monomotor que atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no início da tarde de segunda-feira (4). Ele morreu à noite, após não resistir aos ferimentos, e o óbito foi confirmado pelo Hospital João XXIII.

Leonardo havia sido resgatado com vida e estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Outras duas mortes foram confirmadas no local da queda: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o empresário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha.

Ao todo, três ocupantes da aeronave foram socorridos com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), incluindo Leonardo. Também foram resgatados Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53.

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