
Em meio à polêmica da aprovação em 1° turno do Projeto de Lei 11/2025, que restringe a presença de menores em eventos carnavalescos, o Bloco da Esquina celebrou a poesia de Lô Borges e se posicionou sobre o tema neste domingo (15).
Durante o cortejo que percorre a avenida dos Andradas, artistas do grupo criticaram o projeto que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
"Lugar de criança é onde os pais quiserem que elas estejam. Eles não podem proibir, isso é um absurdo", declararam integrantes do bloco durante a apresentação. O posicionamento reforça a defesa do Carnaval como um espaço para diferentes gerações.
Homenagem a Lô Borges
O tema deste ano, "Sou do mundo, sou Minas Gerais", prestou uma homenagem direta a Lô Borges, falecido em novembro de 2025. Em convocação nas redes sociais, o bloco destacou a importância do artista para a cultura mineira: “ele mostrou que de Minas se vê o mundo, o cosmo, a Via Láctea. Que é possível ser universal sem deixar de ser montanha”.
História e musicalidade
Fundado em 2013 pelos músicos Renato Muringa e Mário Jaymowich, o Bloco da Esquina surgiu para transformar as canções do Clube da Esquina em ritmo de folia. Além de Lô, o cortejo exalta a obra de Milton Nascimento, levando a musicalidade mineira para as ruas.
A estrutura do desfile contou com a bateria “Fé Cega, Faca Amolada”, composta por 160 ritmistas sob o comando de Analu Braga e Emília Chamone. O som foi encorpado pelo coral “Vozes da Esquina”, que reúne 130 integrantes coordenados por Bárbara Barcellos, além de uma ala de dança, banda e convidados especiais.