Vazamento de mina: donos de fazenda em Ouro Preto reforçam pedido de bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale
Operações da mineradora só podem ser retomadas após a comprovação de estabilidade e segurança de todas as estruturas

Proprietários da Fazenda dos Pires, onde ocorreu o vazamento da mina de Fábrica, em Ouro Preto, reforçaram o pedido de bloqueio de R$ 1 bilhão das contas da Vale. A solicitação, realizada inicialmente pelo Ministério Público de Minas (MPMG) e a Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG), determina que a mineradora reserve recursos para arcar com a reparação dos danos ambientais.
O desdobramento do caso foi explicado pelo advogado Cristiano Volpe, que representa os donos fazenda. Segundo ele, o objetivo é obrigar a mineradora a fazer as devidas reparações. De acordo com a avaliação realizada pelo Ministério Público, houve contaminação de solo e água. Os laudos apontam que o material vazado atingiu o Córrego Água Santa e o Rio Maranhão, afluente do Rio Paraopeba.
As operações da Vale no complexo minerário só poderão ser retomadas após a comprovação de estabilidade e segurança de todas as estruturas. A condição foi determinada na semana passada pela Justiça, que mandou paralisar as atividades na mina após o extravasamento da cava. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 100 mil, limitada a R$ 10 milhões. A mineradora informou que as atividades já estavam suspensas.
Visita às minas
Nesta sexta-feira (13), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) foi barrada durante visita às minas de Viga e de Fábrica - em Congonhas e Ouro Preto. Segundo a ALMG, a Vale alegou serem necessárias adequações na área, antes que a comissão possa entrar. A mineradora teria solicitado que a visita fosse remarcada para a próxima sexta (20).
Procurada pelo Hoje em Dia, a Vale respondeu que "irá se manifestar oportunamente perante as autoridades competentes". Já a AGE-MG respondeu que "irá se manifestar nos autos do processo".