EXPLICAÇÕES

Vazamentos: Copasa diz que 'frio' favorece trincas em tubulação e descarta relação com privatização

Companhia ressalta que mantém equipes trabalhando e mobiliza profissionais quando há casos críticos

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 08/09/2026 às 19:07.Atualizado em 08/09/2026 às 19:27.
Copasa se posiciona após vazamentos provocarem caos em BH e região Metropolitana (Valéria Marques / Hoje em Dia)
Copasa se posiciona após vazamentos provocarem caos em BH e região Metropolitana (Valéria Marques / Hoje em Dia)

Em meio à série de rompimentos de tubulações, que provocaram falta d'água e deixaram vias alagadas e interditadas, levando transtornos a moradores de Belo Horizonte e Contagem, a Copasa afirmou que um dos fatores que pode ter contribuído para os vazamentos é o "frio". Além disso, a empresa fez questão de destacar que os casos recentes na RMBH não têm relação com o debate envolvendo a privatização e a transição acionária. 

Conforme a empresa, com a queda de temperatura, as tubulações se tornam mais suscetíveis a trincas. Esse fator elevaria a pressão interna da rede, forçando pontos de menor resistência a se romperem. A explicação está em um comunicado divulgado nesta terça-feira pela Copasa, que detalhou os casos recentes registrados na Grande BH.

“No Nova Granada, a obra de alta complexidade foi necessária em razão de uma casa construída de forma irregular sobre a rede; no bairro Milionários, o vazamento ocorreu após uma variação forte de pressão; e na BR-040, em Contagem, a avaliação preliminar indica movimentação de solo na faixa de domínio da rodovia”, aponta a companhia.

Ainda segundo a nota, a Copasa ressalta que mantém equipes trabalhando e mobiliza profissionais quando há casos críticos, como os que aconteceram nos últimos dias, além de não ter registrado um aumento dos casos com relação aos últimos anos. 

“O número atual de ocorrências e de adutoras afetadas permanece rigorosamente dentro dos patamares normais e esperados para o período quando comparado a anos anteriores, mantendo os indicadores por quilômetro de rede alinhados aos históricos operacionais da Companhia”. 

A Copasa orienta ainda que a população pode ter um papel crucial nestes momentos de crise. Quando a população de áreas onde a água já foi reestabelecida ou mantida, é necessário evitar usos não essenciais (como lavagem de calçadas, carros e fachadas). Desta forma, a rede ganha vazão e pressão com muito mais agilidade. 

“Esse consumo ponderado nas partes baixas é o fator chave que permite à água alcançar mais rápido as caixas d'água das famílias situadas nos pontos mais altos e distantes da cidade”, ressaltou.

Caos em BH e região metropolitana por falta d’água

Em apenas 20 dias, cinco grandes vazamentos em estruturas da Copasa foram registrados em Belo Horizonte e em Contagem, na região metropolitana, provocando falta d’água, alagamentos, interdições e até danos a imóveis. A sequência começou em 19 de agosto, no bairro Nova Granada, e ganhou novo capítulo nessa terça-feira (8), quando um forte jato de água atingiu as margens da BR-040, na altura da Ceasa. Entre os episódios estão ainda ocorrências no Cidade Nova e duas na região do Barreiro.

O impacto chegou diretamente às torneiras dos moradores. Devido à ocorrência do Nova Granada, 43 bairros chegaram a ser afetados. Já no rompimento dessa segunda-feira (7), no Milionários, foram mais 65 nas regiões Oeste e Barreiro. Na BR-040, mais 13 bairros. Somadas, as três listas representam 121 bairros atingidos, mas vários locais de Belo Horizonte aparecem em mais de uma ocorrência.

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