Veja o que se sabe sobre furto milionário na mansão da família Vorcaro na Grande BH
Investigação detalha invasão a condomínio de luxo, prejuízo de R$ 5 milhões e prisão de suspeito especializado

A Polícia Civil investiga um furto milionário registrado na residência do empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O crime ocorreu no condomínio de luxo Capitão do Mato, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A casa estava vazia no momento da ação, e o suspeito foi detido no dia seguinte na capital mineira.
A invasão ocorreu na madrugada de sábado (20). O imóvel fica localizado no condomínio Capitão do Mato, um dos empreendimentos de alto padrão mais conhecidos da Grande BH, situado às margens da BR-356, em Nova Lima.
Como foi a dinâmica da invasão?
De acordo com os relatos da família à Polícia Militar, o invasor entrou na residência por uma das janelas na madrugada de sábado. Câmeras e levantamentos apontam que o homem permaneceu no interior do imóvel por mais de uma hora e deixou o local carregando um cofre nas costas.
O que foi levado da residência e qual o prejuízo?
A Polícia Civil estima que o prejuízo total seja de aproximadamente R$ 5 milhões. Entre os itens furtados estão:
- Um relógio da marca Richard Mille, avaliado em R$ 1 milhão;
- Sete correntes, uma pulseira, um par de brincos e três anéis, todos com diamantes ou brilhantes;
- Um colar de ouro da grife Tiffany & Co.;
- Seis bolsas de marca e diversos sapatos e chinelos;
- Seis cartões bancários e uma pistola calibre .380 ACP.
Quem é o suspeito preso?
Um homem de 41 anos foi preso no domingo (21) no bairro Goiânia, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A polícia informou que ele é especializado em furtos a residências de alto padrão e já havia sido detido em 2023 por um crime semelhante cometido dentro do mesmo condomínio Capitão do Mato.
Como a polícia localizou o investigado?
A prisão ocorreu após uma discussão entre o suspeito e a namorada dele. A mulher encontrou o cofre arrombado na residência do homem e acionou a Polícia Militar para denunciar o fato. No local, os militares constataram que o cofre havia sido serrado na parte traseira. Também foram encontrados aparelhos celulares, uma máscara do Coringa, uma touca balaclava e cartões de crédito em nome da família Vorcaro. Ao ser questionado, o homem apresentou contradições, mas confessou a prática de furtos em imóveis de luxo.
Os bens foram recuperados?
Apenas uma parte dos materiais foi recuperada e restituída às vítimas pela Polícia Civil, que ratificou a prisão em flagrante do homem pelo crime de receptação. Os objetos de maior valor, como as joias com diamantes e o relógio avaliado em R$ 1 milhão, ainda não foram localizados.
A casa foi escolhida por ser da família Vorcaro?
Segundo a Polícia Civil, não há indícios de que o suspeito tenha escolhido o imóvel por causa da identidade dos proprietários. O homem costuma selecionar residências que aparentam estar vazias e desocupadas no momento da ação.
A polícia investiga a participação de outras pessoas?
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Depatri). Os policiais apuram se o suspeito contou com apoio de terceiros para entrar e sair do condomínio fechado, além de buscar a identificação de possíveis receptadores responsáveis por comercializar os itens de luxo que continuam desaparecidos.
Pai e filho atrás das grades
O furto ocorre em meio a um momento turbulento vivido pela família Vorcaro. Na última terça-feira (16), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter as prisões de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Vorcaro, primo do empresário. Ambos foram alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Segundo as investigações, eles teriam auxiliado na ocultação de recursos ligados ao esquema. As defesas negam irregularidades.
Daniel Vorcaro também é investigado no âmbito da operação. Em maio deste ano, a Polícia Federal recusou uma proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro, por considerar insuficientes as informações fornecidas até então. A corporação, porém, não descartou a possibilidade de novas negociações caso sejam apresentados elementos considerados relevantes para as investigações. O empresário segue preso em Brasília.