Galpão da Asmare

VÍDEO: após nove horas, fumaça de incêndio cobre av. Tereza Cristina e o viaduto Itamar Franco

Fogo destruiu galpão da Asmare no Prado durante a madrugada deste sábado (15); nuvem de fumaça se espalha pela região Oeste e chega às proximidades das estações Carlos Prates e Calafate

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 15/08/2026 às 10:41.Atualizado em 15/08/2026 às 11:11.
Fumaça provocada pelo incêndio em galpão da Asmare ainda se espalhava pela região Oeste de BH mais de oito horas após o início do fogo (Ana Luísa Ribeiro/Hoje em Dia)
Fumaça provocada pelo incêndio em galpão da Asmare ainda se espalhava pela região Oeste de BH mais de oito horas após o início do fogo (Ana Luísa Ribeiro/Hoje em Dia)

Mais de nove horas após o início do incêndio de grandes proporções que destruiu um galpão da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), uma forte fumaça ainda toma conta da região Oeste de Belo Horizonte na manhã deste sábado (15). A nuvem provocada pela queima do material reciclável cobre trechos da avenida Tereza Cristina e da região do Viaduto Itamar Franco e chega às proximidades das estações de metrô Carlos Prates e Calafate.

O incêndio começou por volta das 2h, na rua Ituiutaba, no bairro Prado. Apesar da dimensão das chamas, não houve registro de feridos. Seis guarnições do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater o fogo.

A grande quantidade de materiais recicláveis e combustíveis armazenados no imóvel dificultou o trabalho dos militares. Cerca de 60 mil litros de água foram utilizados para controlar as chamas. Após o combate, as equipes deram início ao rescaldo, com auxílio de uma retroescavadeira para revirar os detritos e eliminar possíveis focos remanescentes.

As altas temperaturas também provocaram rachaduras nas paredes do galpão. A Defesa Civil de Belo Horizonte foi acionada para fazer uma vistoria e avaliar as condições da estrutura.

Suspeita de incêndio criminoso

Conforme relatos de testemunhas e informações repassadas aos bombeiros, o fogo teria começado após uma discussão entre pessoas em situação de rua que estavam em frente ao imóvel. Durante o desentendimento, uma delas teria arremessado um material em chamas para dentro do galpão, dando início ao incêndio.

A versão ainda será investigada. A perícia da Polícia Civil foi acionada diante da suspeita de ação criminosa, enquanto a perícia do Corpo de Bombeiros deve avaliar o ponto de origem das chamas.

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