PROBLEMA RECORRENTE

VÍDEO: asfalto cede e moradores denunciam risco de acidentes em rua do Estoril, em BH

Trecho no encontro das ruas Geraldo Vasconcelos e Professor Ivan Lage apresenta buracos e pedaços de pavimento soltos; moradores cobram solução definitiva após sucessivas intervenções

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 27/10/2026 às 12:00.Atualizado em 27/10/2026 às 12:21.
Trecho apresenta asfalto destruído e pedaços de concreto espalhados pela pista; moradores relatam problemas recorrentes durante as chuvas (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Trecho apresenta asfalto destruído e pedaços de concreto espalhados pela pista; moradores relatam problemas recorrentes durante as chuvas (Valéria Marques/Hoje em Dia)

Buracos, pedaços de asfalto espalhados pela pista e risco de acidentes preocupam moradores do bairro Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte. O problema ocorre no encontro das ruas Geraldo Vasconcelos e Professor Ivan Lage, onde, segundo relatos, a rede de drenagem não suporta o volume de água durante chuvas fortes. Apesar de intervenções realizadas nos últimos meses, os danos voltaram a aparecer, e moradores cobram uma solução definitiva da Prefeitura e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Nesta terça-feira (27), o trecho apresentava parte do pavimento destruída, com blocos de asfalto e concreto espalhados pelo chão. Barreiras de sinalização foram colocadas para alertar os motoristas sobre as condições da via.

O gerente Cristiano Lage, de 47 anos, conta que os transtornos são frequentes e se agravam durante os temporais. Segundo ele, a água chega a sair com força pela estrutura de drenagem, danificando o asfalto e comprometendo a circulação de veículos. “Aqui na rua tem uma galeria entupida e toda vez que tem uma chuva mais forte, o asfalto levanta, a tampa do bueiro joga água a dois metros de altura”, relata.

Cristiano afirma que equipes da Prefeitura e da Copasa já realizaram serviços no local, mas o problema volta a ocorrer. Para o morador, os reparos realizados até agora não foram suficientes para impedir que os danos reapareçam. “Nos últimos dois meses já fizeram três ou quatro intervenções. Essa última agora começou na semana passada. Nós vemos que eles têm boa intenção de vir resolver, às vezes eles chegam rapidamente, mas logo no dia seguinte, se chover forte, já estraga tudo”, afirma.

‘Toda vez que chove vira uma piscina’

Além dos danos ao pavimento, moradores relatam que o cruzamento fica alagado durante chuvas intensas, dificultando a passagem de veículos.Segundo Cristiano, motoristas que tentam atravessar o trecho correm o risco de danificar os automóveis. “Sempre que chove alaga, vira uma piscina. Impede os carros de passar. Se os carros passam, danificam as rodas ou o fundo dos veículos”, relata.

A administradora de empresas Regina Mattioli, de 65 anos, mora há 26 anos na rua Geraldo Vasconcelos e afirma que os problemas na rede de drenagem acompanham o bairro há muito tempo. Segundo ela, a região recebe grande volume de água da chuva que desce de áreas mais altas, próximas à avenida Raja Gabaglia.

Regina acredita que a estrutura subterrânea não acompanha a quantidade de água que chega ao cruzamento. Ela relata que as tubulações têm cerca de 60 centímetros de diâmetro, medida que considera insuficiente para a drenagem da região.

“Todo ano essa parte da Geraldo Vasconcelos, junto com a Ivan Lage, recebe toda a água pluvial e a rede não está suportando. Acaba entupindo as bocas de lobo, os bueiros”, afirma.

A moradora defende que a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) avalie a ampliação da rede de drenagem, em vez de realizar apenas novos reparos na superfície.

Trânsito pesado aumenta preocupação

Outro problema apontado por Regina é a circulação de veículos pesados pela região. Segundo ela, caminhões, carretas e ônibus utilizam a rua Geraldo Vasconcelos para realizar retornos, aumentando a pressão sobre o pavimento já danificado.

A moradora afirma que o trecho precisa de uma estrutura mais resistente para suportar o tráfego e evitar que o asfalto volte a ceder. Regina também relata acidentes anteriores no cruzamento, incluindo quedas de motociclistas e colisões entre veículos. Os episódios não foram confirmados por órgãos oficiais.

Ela recorda ainda um acidente fatal ocorrido há muitos anos nas proximidades, que, segundo seu relato, envolveu uma pessoa arrastada pela água para uma estrutura de drenagem. A data e as circunstâncias da ocorrência não foram confirmadas.

Copasa fez reparo, mas asfalto continua danificado

De acordo com Regina, equipes da Copasa estiveram no local na segunda-feira (26) para reparar um vazamento na rede de abastecimento de água. A moradora afirma que os profissionais também realizaram uma intervenção em um bueiro, mas que o pavimento permaneceu danificado.

Segundo ela, os trabalhadores informaram que a recuperação do asfalto seria responsabilidade da Prefeitura. Regina cobra uma avaliação conjunta dos problemas de drenagem e pavimentação, para evitar que o trecho continue sendo danificado a cada período de chuva.

“Minha sugestão é que a Sudecap faça um novo planejamento do encontro dessas duas bocas de lobo com esses três bueiros dessa esquina, para ampliar a rede pluvial receptora do bairro Estoril”, defende.

O Hoje em Dia procurou a Copasa para esclarecer quais serviços foram realizados no cruzamento, se há alguma pendência relacionada à rede de abastecimento e se estão previstas novas intervenções. A reportagem também aguarda esclarecimentos da Prefeitura de Belo Horizonte sobre a recuperação do pavimento e a situação da rede de drenagem.

Leia também:

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por