Um cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 38 anos, foi morto a tiros após um desentendimento em um bar na madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados, em Fronteira, no Triângulo Mineiro. O militar estava à paisana em um bar quando foi surpreendido pelo suspeito, que atirou contra ele e fugiu levando sua arma de fogo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito, de 33 anos, se aproxima por trás do policial, que estava sentado em uma cadeira. Quando o cabo se levanta, o homem saca uma arma e dispara contra ele à queima-roupa.
Após os tiros, o suspeito ainda roubou a pistola do militar e deixou o estabelecimento. O proprietário do bar relatou à Polícia Militar que a vítima havia se envolvido em um desentendimento com o homem antes do crime.
Durante as buscas, militares foram até um rancho do suspeito, no condomínio Jardim Veraneio. No imóvel, encontraram a pistola pertencente ao cabo, que estava com o brasão da PMMG e as identificações da marca e do modelo raspados.
Um revólver apontado como a arma utilizada no assassinato também foi localizado. O armamento estava escondido dentro do forno de um fogão.
Cinco pessoas que estavam no rancho tentaram dificultar o trabalho dos policiais e foram presas em flagrante. Segundo a PM, elas foram autuadas por supressão de identificação de arma de fogo e posse ilegal.
Suspeito fugiu para São Paulo
Durante as diligências, a PMMG apurou que o suspeito havia fugido para São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, acompanhado de um casal de amigos. A corporação acionou as forças de segurança paulistas, que localizaram e interceptaram o veículo utilizado pelo grupo.
O casal foi abordado e indicou aos policiais onde o homem estava. Ele foi localizado e preso em flagrante. Os dois amigos também foram detidos.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Frutal, onde a ocorrência foi encerrada.
PMMG lamenta morte de cabo
Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais lamentou a morte do militar, que era lotado no 28º Batalhão da corporação, em Unaí, no Noroeste do estado.
A comandante-geral da PMMG, coronel Cleide Barcelos, manifestou indignação e tristeza com o assassinato e classificou o episódio como um ato de violência que interrompeu a trajetória do policial.
"Diante dessa irreparável perda, a PMMG se solidariza com os familiares, amigos e irmãos de farda, expressando suas mais sinceras condolências e reafirmando o respeito e a honra à memória do militar", afirmou a corporação.
A instituição também destacou a atuação conjunta com a PM de São Paulo, que contribuiu para a localização e prisão dos envolvidos.