Avaliações técnicas

VÍDEO: Defesa Civil vistoria imóveis vizinhos ao asilo que desabou no Jardim Vitória

Técnicos avaliam estrutura dos imóveis próximos ao lar de idosos que desabou

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/03/2026 às 08:44.Atualizado em 05/03/2026 às 20:39.
 (Defesa Civil/Reprodução)
(Defesa Civil/Reprodução)

A Defesa Civil de Belo Horizonte iniciou a vistoria das residências vizinhas ao lar de idosos que desabou na madrugada desta quinta-feira (5), na região nordeste da capital. A edificação da Casa de Repouso Pró-Vida, situada na rua Soldado Mário Neto, no bairro Jardim Vitória, era composta por três andares e um subsolo e ruiu por volta de 1h30, deixando oito pessoas mortas e outras quatro soterradas.

Agentes do órgão municipal fazem fazem avaliações técnicas no entorno do imóvel de quatro níveis. O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes Alves, destacou que a ausência de chuvas no momento do acidente reforça a hipótese de uma falha na própria construção do asilo, e não de instabilidade no terreno da região.

Avaliação da estrutura e histórico da área

A perícia da Defesa Civil concentra-se em entender como o colapso dos três pavimentos superiores e do subsolo afetou as fundações limítrofes. Segundo o subsecretário, o local não possui registros históricos de problemas geológicos ou estruturais que justificassem o incidente.

"O que chama atenção é que não estava chovendo no momento do acidente. Aqui não é uma região de risco. Historicamente não tem registro de atendimento aqui no local", explicou Elcione Menezes Alves.

Enquanto a vistoria prossegue nos imóveis laterais, o Corpo de Bombeiros mantém a operação de resgate nos escombros do prédio. No momento do desabamento, 29 pessoas estavam no local; nove conseguiram sair por estarem em áreas preservadas da estrutura, seis foram resgatadas com vida — incluindo uma criança de dois anos — e 14 permanecem sob os restos dos quatro pavimentos.

Monitoramento contínuo

Os técnicos da prefeitura permanecem na rua Soldado Mário Neto para monitorar qualquer movimentação de terra ou surgimento de fendas nas paredes das casas adjacentes durante a remoção dos destroços. A área foi isolada para garantir a segurança dos moradores e facilitar o trabalho das máquinas e das equipes de salvamento, que utilizam apitos para tentar localizar sinais de vida nos níveis inferiores do desabamento.

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