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VÍDEO: funcionários fazem força-tarefa para reabrir academia após rompimento de adutora no Barreiro

Lama invadiu recepção, lojas e piscina após rompimento de adutora no Milionários; aos 92 anos, vizinha conta que acordou com ‘barulhão’ durante a madrugada

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 08/09/2026 às 11:40.Atualizado em 08/09/2026 às 13:06.
Funcionários precisaram retirar água e lama para conseguir reabrir academia no Milionários após rompimento de adutora (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Funcionários precisaram retirar água e lama para conseguir reabrir academia no Milionários após rompimento de adutora (Valéria Marques/Hoje em Dia)

Funcionários de uma academia no bairro Milionários, no Barreiro, fizeram uma força-tarefa para retirar a lama e conseguir reabrir o estabelecimento às 5h desta terça-feira (8), um dia após o rompimento de uma adutora da Copasa transformar a rua em um rio. A água invadiu a recepção, atingiu equipamentos, estabelecimentos que funcionam dentro do espaço e contaminou uma piscina semiolímpica, que permanece interditada. O prejuízo ainda é calculado.

O cenário encontrado pela equipe da Academia Mergulho na segunda-feira (7) era de destruição. O coordenador e profissional de educação física Douglas César, de 34 anos, contou ao Hoje em Dia que recebeu ainda durante a madrugada vídeos mostrando o rompimento da adutora na rua Caetano Pirri. Quando chegou ao trabalho, encontrou o andar inferior tomado pela lama.

“A recepção estava toda tomada, os computadores não estavam funcionando, a nossa sala de avaliação física também não. Algumas lojas de prestadores que ficam dentro da academia, como estética, roupa e lanchonete, também estavam tomadas pela lama e pela água”, relatou.

Além dos danos materiais, a enxurrada atingiu a piscina semiolímpica. Segundo Douglas, a água que veio da rua entrou na estrutura e, por isso, as atividades no local foram suspensas. Avaliações físicas marcadas para esta terça também precisaram ser canceladas. “A gente ainda está calculando todo o prejuízo, porque foi muita coisa que aconteceu”, afirmou.

Força-tarefa para abrir às 5h

Com a sala de musculação localizada no segundo andar e preservada da inundação, os funcionários decidiram tentar manter parte das atividades. Ainda na segunda-feira, a própria equipe de limpeza da academia começou uma força-tarefa para retirar água e lama do piso inferior.

O objetivo era liberar pelo menos o acesso necessário para que os alunos conseguissem entrar no estabelecimento na manhã seguinte. “A gente não poderia deixar a academia fechada hoje. Com essa força-tarefa, conseguimos limpar a parte de baixo, pelo menos a entrada, para viabilizar as aulas e não ter o prejuízo de precisar fechar a academia”, explicou Douglas.

A estratégia funcionou e a unidade conseguiu abrir às 5h desta terça. A normalidade, porém, ainda está distante. Além da piscina interditada, os responsáveis aguardam uma avaliação dos danos para calcular tudo o que foi perdido.

Segundo Douglas, a academia também aguardava nesta manhã o trabalho de drenagem da piscina. Ele afirmou que foi informado de que a água precisará ser retirada antes que a estrutura seja novamente cheia e liberada para as aulas.

Por volta das 9h, quando a reportagem esteve no local, o serviço ainda não havia começado. Douglas disse que uma equipe responsável pela drenagem já estava na academia, mas aguardava a chegada de profissionais ligados à empreiteira da Copasa para iniciar o trabalho.

‘Foi um barulhão’

A poucos metros dali, a madrugada também foi de susto para Amélia Colombini, de 92 anos. Moradora da região, ela acordou por volta das 3h com o barulho provocado pela enxurrada e pelas pedras carregadas pela força da água. “Foi um barulhão, porque desceu pedra. Desceu cada pedra”, contou ao Hoje em Dia.

A água passou pela região do portão e seguiu por um beco na propriedade. A casa, no entanto, fica em um ponto mais alto e não foi invadida pela enxurrada. Móveis e outros pertences de Amélia também foram preservados. Mesmo assustada com a quantidade de água, a moradora acompanhou a movimentação. “A gente é curiosa também. Na hora que acontece uma coisa, quer ver tudo”, brincou.

Rompimento afetou abastecimento

A enxurrada que atingiu os dois endereços foi provocada pelo rompimento de uma adutora da Copasa na rua Caetano Pirri, durante a madrugada de segunda-feira. A água tomou vias do Milionários e mobilizou equipes da companhia ao longo do feriado de 7 de Setembro.

O problema também teve reflexos longe do ponto do rompimento. A Copasa informou que moradores de 65 bairros das regiões Oeste e Barreiro poderiam ter o abastecimento prejudicado.

A manutenção da adutora foi concluída na noite de segunda-feira. Na manhã desta terça, segundo a companhia, 90% do abastecimento da região afetada já havia sido recuperado. Os 10% restantes devem ter o fornecimento restabelecido gradualmente ao longo do dia, conforme as redes sejam reenchidas e o sistema recupere as condições de operação.

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