Investigação

Vídeo mostra sargento carregando capitã da PM desfalecida antes de levá-la a hospital em BH

Imagens de segurança registram o momento em que o suspeito transporta a mulher e arranca com o carro com a porta aberta

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 21/07/2026 às 11:23.Atualizado em 21/07/2026 às 13:41.
 (Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil já está com as imagens de câmeras de segurança do edifício no bairro Palmares, região Nordeste de BH, onde moravam o sargento da Polícia Militar e a esposa dele, uma capitã da corporação, de 41 anos. O vídeo mostra o homem transportando a mulher já desfalecida até o carro. Ela chegou ao hospital morta, e o homem foi preso.

A gravação mostra que o suspeito demorou quatro minutos para colocar a mulher no veículo, um Jeep Renegade. Depois, ele arranca com o carro ainda com a porta do passageiro aberta. 

O horário registrado no circuito interno indica que o militar deixou o prédio às 21h21 dessa segunda-feira (20). A vítima deu entrada no Hospital Odilon Behrens por volta das 21h35. Lá, a equipe médica confirmou o óbito imediato e apontou que a morte teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada à unidade de saúde.

Contradições e investigação

Funcionários do hospital acionaram a PM após desconfiarem da versão apresentada pelo marido, que alegou que a esposa havia caído de uma escada, uma vez que o corpo da mulher apresentava hematomas e lesões corporais incompatíveis com a explicação dada pelo militar.

Em depoimento registrado no Boletim de Ocorrência, o suspeito afirmou que ambos participaram de uma festa no imóvel e consumiram bebidas alcoólicas e ecstasy. Ele alega que praticaram atos sexuais consensuais com agressões físicas e que a mulher teria sofrido uma queda por volta do meio-dia, mas recusado atendimento médico. Segundo o relato, ambos foram dormir às 15h e ele só teria percebido a ausência de resposta da vítima às 21h.

Durante a perícia no apartamento, os policiais apreenderam um cabo de madeira quebrado na lixeira do prédio, roupas de cama que estavam na máquina de lavar e o celular do suspeito.

O sargento prestou depoimento no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e permanece preso. O advogado de defesa, Gustavo Nepomuceno, afirmou que aguarda a conclusão da perícia e os desdobramentos da investigação para se manifestar. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.

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