
O trecho da MG-020, na altura do bairro Novo Tupi, na região Norte de Belo Horizonte, voltou a apresentar falhas poucos meses após passar por obras. O asfalto começou a ceder no mesmo local onde intervenções já haviam sido realizadas, enquanto novas crateras surgem, aumentando o risco para motoristas.
Nesta sexta-feira (26), o Hoje em Dia esteve no local e constatou que o pavimento apresenta afundamento no sentido Centro. Próximo ao meio-fio, uma boca de lobo está destruída, com a estrutura cedendo e um grande buraco. Do outro lado da pista, duas grandes crateras avançam sobre a área de drenagem, tomadas por lixo, pedras e vegetação, enquanto ônibus, carretas e caminhões passam a poucos metros das erosões.
O problema ocorre justamente no mesmo trecho que, em outubro do ano passado, precisou ser interditado para uma obra emergencial após danos na rede de esgoto. O local apresenta falhas sucessivas e já foi alvo de diversas reclamações, além do registro de acidentes, pneus estourados e congestionamentos provocados pelas crateras.
Motoristas voltam a reclamar
Quem passa pela rodovia afirma que o problema nunca foi totalmente resolvido. "O esgoto foi consertado, mas agora o que foi arrumado está afundando de novo. É um absurdo. É perigoso, a gente tem que diminuir muito a velocidade", afirma o motorista Fernando Lúcio, de 39 anos.
O aposentado João Eudes Ferreira, de 82 anos, também passa frequentemente pela MG-020 e diz que já dirige atento ao trecho. "Eu passo direto aqui. Sempre observo quando chego nesse ponto. Não corro e presto muita atenção porque o importante é chegar", comentou.
Copasa atribui responsabilidade ao DER
Procurada pelo Hoje em Dia, a Copasa - que executou a última obra feita no local - informou que o trecho da MG-020, nas proximidades do bairro Novo Tupi, é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).
Segundo a companhia, a obra de drenagem, o aterro da vala e a recomposição do asfalto foram executados pelo próprio DER. A empresa acrescentou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.
O DER-MG também foi procurado pela reportagem, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
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