Esperança do Hexa

VÍDEO: ruas da Grande BH entram no clima da Copa do Mundo com bandeiras, pinturas e decoração

Moradores se uniram para pintar bandeiras, enfeitar vias e manter tradição que atravessa gerações

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/06/2026 às 08:00.Atualizado em 09/06/2026 às 08:41.
Rua Dinamarca, no bairro Nações Unidas, em Sabará (Valéria Marques/ Hoje em Dia)
Rua Dinamarca, no bairro Nações Unidas, em Sabará (Valéria Marques/ Hoje em Dia)

A dois dias do início da Copa do Mundo de 2026, vias de Belo Horizonte e da Região Metropolitana estão no clima do torneio. Em Sabará, moradores da rua Dinamarca, no bairro Nações Unidas, transformaram o local em uma verdadeira galeria a céu aberto, com as bandeiras das 48 seleções classificadas para a competição pintadas no asfalto. Já na região Noroeste da capital, a rua Madureira, no bairro Aparecida, também recebeu desenhos em verde e amarelo e símbolos que remetem à Seleção brasileira para “chamar o Hexa”. 

Na rua Dinamarca, além das pinturas espalhadas pelo chão, bandeirinhas decorativas foram instaladas ao longo da via. O trabalho é realizado pelos próprios moradores e mantém viva uma tradição iniciada há mais de 30 anos.

Segundo Janaína Aparecida dos Santos, de 64 anos, o projeto começou em 1994, idealizado por seu irmão, Demétrio dos Santos, conhecido pelos vizinhos como Dete. As primeiras pinturas foram feitas com cal e, ao longo dos anos, passaram a ser produzidas com tinta.

"É um projeto que envolve a rua toda. Todo mundo ajuda de alguma forma. Tem gente que pinta, outras pessoas ajudam com comida, materiais e organização", contou.

Demétrio morreu durante a última Copa do Mundo, em 2022, após complicações em uma cirurgia cardíaca. Antes disso, pediu à família que mantivesse a tradição. Desde então, moradores e parentes seguem à frente da iniciativa.

Com a ampliação da Copa para 48 seleções, o espaço precisou ser expandido neste ano. As bandeiras passaram a ocupar também uma rua lateral para que nenhum país ficasse de fora da decoração.

Os trabalhos ainda não foram concluídos. Segundo os moradores, faltam detalhes nos muros e meios-fios, etapas que vêm sendo realizadas principalmente aos fins de semana.

Moradora da rua Dinamarca desde que nasceu, a empresária Rayane Simões, de 33 anos,  participou da pintura das bandeiras e destacou o caráter coletivo da iniciativa. "A cada quatro anos a gente se reúne. Tem pessoas que ajudam com tinta, outras com pincéis, comida ou mão de obra. É uma forma de manter esse legado vivo".

Em BH, a rua Madureira também aderiu à tradição. A via recebeu pinturas inspiradas na Seleção brasileira, com predominância das cores verde e amarela.

Morador do local há mais de oito décadas, Henrique Miguel Arcanjo Filho, de 82 anos, acompanhou a movimentação dos vizinhos durante a preparação da decoração. "Tinha bastante gente participando, muitas crianças. Foi uma coisa alegre de ver".

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