
As complicações provocadas por síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs), principalmente Covid-19, pneumonia e gripe, já mataram 129 pessoas, em menos de cinco meses, em Belo Horizonte. O número de óbitos escancara a urgência pela vacinação, em meio à proximidade do inverno, o que pode aumentar ainda mais a busca por socorro na capital.
Além das vidas perdidas, as internações de pacientes com quadros graves também preocupa. Já são 5,4 mil hospitalizações na metrópole, média de 42 pessoas levadas para leitos de enfermaria ou UTI por dia. O balanço foi apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).
Conforme o Hoje em Dia mostrou, idosos com mais de 60 anos, principalmente com histórico de doenças crônicas, estão entre os grupos mais vulneráveis, com risco de complicações e morte. Esse público, no entanto, é um dos que menos se vacina contra a gripe na cidade.
Apelo por vacinação contra gripe
Nessa quinta-feira (7), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) fez novo alerta para que a população recebe, de forma gratuita, a dose contra Influenza. O imunizante está disponível nos 153 postos de saúde, no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante e em pontos extras. Clique aqui e veja endereços e horários de funcionamento.
Desde o início da campanha de vacinação, em 23 de março, apenas 43% do público-alvo foi imunizado. A meta definida é 90%. A vacina é a principal forma de evitar complicações e internações causadas pelos vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B.
Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto e o cartão de vacina. No caso das puérperas, também deve ser apresentada a certidão de nascimento do bebê, o cartão da gestante ou o registro hospitalar do parto.
Situação de emergência
Em 10 de abril, BH decretou situação de emergência em decorrência das doenças respiratórias. A medida foi adotada considerando a tendência de aumento dos atendimentos da população usuária da rede SUS-BH.
A publicação do decreto permite que a Secretaria Municipal de Saúde amplie o acesso a recursos dos governos federal e estadual. "Com isso, é possível contratar mais profissionais para reforçar a assistência, ampliar o horário de funcionamento das unidades de saúde e implementar novos serviços, além de garantir mais agilidade na aquisição de equipamentos, insumos e medicamentos", informou a PBH.
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