Viu árvore caída perto de casa? PBH orienta população a evitar áreas de risco
Equipes trabalham na retirada de galhos e troncos em diferentes regiões de BH; Prefeitura prioriza situações de perigo à população e vias obstruídas

Mais de 70 ocorrências envolvendo quedas de galhos, árvores comprometidas e resíduos nas vias públicas foram mapeadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) após o temporal de domingo (25). Nesta segunda-feira (26), equipes municipais continuam trabalhando na retirada dos materiais e na liberação de ruas e avenidas. A administração orienta os moradores a evitar áreas onde há intervenções e a solicitar serviços de manutenção de árvores pelos canais oficiais da Prefeitura. Em situações de risco iminente, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado.
Segundo a Subsecretaria de Zeladoria Urbana, os trabalhos começaram ainda na tarde de domingo e seguem de forma contínua. As equipes atuam principalmente em locais onde há risco à população ou prejuízo à circulação de veículos e pedestres.
Entre os pontos atendidos estão as avenidas do Contorno e Prudente de Moraes, além das ruas Lorena, Elaine Lemos, Feira de Santana e Érico Veríssimo. A Prefeitura não informou um prazo para a conclusão de todos os atendimentos. Novas ocorrências estão sendo incluídas na programação conforme a avaliação técnica e a gravidade de cada situação.
Como solicitar a retirada de árvores e galhos?
Moradores que identificarem árvores danificadas, galhos caídos ou necessidade de poda podem solicitar atendimento pelo aplicativo BHSIM ou pelo site da Prefeitura, em www.pbh.gov.br. Segundo a administração municipal, as solicitações passam por avaliação técnica para definir a necessidade de poda ou retirada da árvore.
Nos casos em que os profissionais identificam anomalias ou risco de queda, é emitido um laudo com as providências necessárias. A Prefeitura informou que árvores consideradas saudáveis não recebem laudos, para priorizar o atendimento das situações urgentes.
Quando a árvore apresenta risco iminente de queda, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros. Se houver interferência na rede elétrica, a Cemig também deverá ser chamada, já que os serviços precisam ser realizados em conjunto. A Prefeitura reforça que a população deve evitar circular próximo a árvores comprometidas ou locais onde as equipes estejam trabalhando.
Quedas de árvores e semáforos apagados afetam o trânsito
Além da retirada de árvores, agentes da BHTrans estão monitorando e sinalizando pontos da cidade onde o trânsito foi prejudicado pelo temporal. Entre os problemas identificados estão vias obstruídas e semáforos apagados ou funcionando em amarelo piscante.
De acordo com a empresa, equipes de manutenção semafórica estão nas ruas para realizar os reparos necessários e restabelecer o funcionamento dos equipamentos. O Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) registrou 26 ocorrências integradas de quedas de árvores em vias públicas entre a meia-noite de sábado (24) e as 7h desta segunda-feira.
O número corresponde aos registros do centro de operações e não deve ser confundido com as mais de 70 ocorrências mapeadas pela Zeladoria Urbana, que também incluem galhos e outros resíduos.
Prefeitura prevê R$ 44 milhões para manutenção de árvores
A Prefeitura informou que o monitoramento da arborização urbana é realizado durante todo o ano, tanto de forma preventiva quanto a partir de solicitações dos moradores. As árvores que necessitam de poda ou supressão, como é chamada a retirada completa de um exemplar, são incluídas na programação da Zeladoria Urbana.
A prioridade é dada aos casos com laudos técnicos que indiquem risco de queda ou possibilidade de danos a pessoas e bens. Entre janeiro e setembro deste ano, foram realizadas 14.452 podas e 4.040 supressões em Belo Horizonte.
Para 2026, estão previstos investimentos de R$ 44 milhões em serviços de manutenção de árvores, incluindo a conservação e limpeza de praças, jardins e canteiros centrais.
Temporal provocou destelhamentos e danos a imóveis
Além das quedas de árvores, a Defesa Civil de Belo Horizonte recebeu 17 chamados relacionados a situações de risco entre domingo e as 8h desta segunda-feira. As ocorrências se concentraram principalmente nas regionais Oeste, Centro-Sul e Barreiro.
O balanço inclui oito destelhamentos provocados pelo vendaval, quatro desabamentos de muros, três registros de danos a edificações e dois desabamentos parciais de imóveis.
No Barreiro, uma das regiões atingidas, o Hoje em Dia acompanhou os transtornos provocados pela queda de árvores de grande porte nas avenidas Olinto Meireles e Waldir Soeiro Emrich. As ocorrências bloquearam vias e deixaram moradores e comerciantes sem energia elétrica.
Na avenida Olinto Meireles, a balconista Lucilene Santos, de 27 anos, relatou dificuldades para manter o funcionamento de uma lanchonete após a interrupção do fornecimento de energia. Além da queda no movimento, o estabelecimento enfrentava risco de perder alimentos armazenados nos equipamentos de refrigeração.
Chuva de outubro já superou a média em oito regionais
O temporal também contribuiu para elevar o acumulado de chuva de outubro em Belo Horizonte. Segundo dados da Defesa Civil atualizados até as 13h45 de domingo, oito das dez áreas monitoradas já haviam ultrapassado a média climatológica de 110,1 milímetros prevista para o mês.
A região Centro-Sul apresentava o maior volume acumulado, com 240,4 milímetros, equivalente a 218,3% da média mensal. Em seguida apareciam a Oeste, com 204 milímetros (185,3%), e a Noroeste, com 195,2 milímetros (177,3%). No Barreiro, o acumulado chegava a 167,6 milímetros, ou 152,2% da média de outubro.
Os menores índices eram registrados nas regionais Norte, com 101,4 milímetros, e Venda Nova, com 105,8 milímetros, únicas que ainda não haviam alcançado a média mensal naquele levantamento.
Os dados foram divulgados antes do encerramento do temporal e, portanto, não representam necessariamente o volume total de chuva registrado no domingo.
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