Colunista de empreendedorismo e negócios do Jornal Hoje em Dia

O produtor rural que transformou duas mudas em 60 toneladas de banana

Publicado em 07/03/2026 às 06:00.

O professor Waldemar Valle Martins certa vez afirmou que “o importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre”. E esta frase ilustra muito bem a história de vida do produtor rural e empreendedor Cicinho Veloso, um homem que após uma adversidade “perdeu" quase tudo e hoje produz 60 toneladas de banana por ano.

Natural de Japaraíba/MG, casado e pai de dois filhos, Sebastião Veloso Sobrinho recebeu um terreno na zona rural na sua cidade natal como herança após o falecimento do seu pai, ocorrido no ano de 2004. Além do terreno, havia uma casinha simples e um curral com algumas vacas produzindo leite.

Em 2005, Cicinho começou a movimentar a propriedade rural dentro das suas limitações financeiras. Um dia, um amigo da região de Japaraíba disponibilizou duas mudas de bananeiras e Cicinho foi buscá-las numa moto velha. Quando voltou, plantou as mudas em frente a casa, perto do curral. As bananeiras foram crescendo e os primeiros cachos de bananas foram aparecendo, mas serviram apenas para o consumo familiar. 

O ano de 2007 foi marcado por uma tragédia na vida pessoal de Cicinho, que machucou o ombro esquerdo e teve que ficar muito tempo sem trabalhar e sem produzir, fato que afetou diretamente o planejamento financeiro da sua família, que perdeu todos os bens que haviam conquistado, exceto o terreno e o "nome". E foi justamente na adversidade que Cicinho teve a ideia de plantar um bananal e produzir para vender. Ele procurou um técnico da Emater em busca de orientação profissional e implementou o seu negócio com 50 moitas de banana. Assim que a produção começou a vingar foi sendo vendida para os supermercados e sacolões de Japaraíba.

Como o negócio estava indo bem, Cicinho com o seu tino empreendedor aguçado resolveu plantar um hectare inteiro de bananeira, mas como não disponibilizava de recursos para comprar as mudas foi fazendo o serviço “aos poucos” e demorou mais de um ano para conseguir alcançar os números traçados na sua meta. E ele fez acontecer! E esse foi o grande “ponto de virada” do Cicinho. 

A partir daí, os negócios foram crescendo e se desenvolvendo a cada dia. Atualmente, Cicinho vende para os supermercados e sacolões da região, para o projeto da agricultura familiar (merendas nas escolas públicas) e na feira livre da cidade de Santo Antônio do Monte - a capital brasileira dos fogos de artifícios. Cicinho tem hoje 4.000 covas, que corresponde aproximadamente a 15.000 pés de bananeiras com produção de 60 toneladas de banana por ano.

Cicinho, com toda a sua humildade, deixa um importante recado para os empreendedores: “Na história da vida temos as oportunidades e as opções. Eu podia ter entrado em depressão, mas preferi a luta. O que vale a pena é a luta!”. E você, está escolhendo a depressão ou a luta de viver? #empreendedorismo #produtorrural #CicinhoVeloso

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