
Hoje, os mercados em Nova York estão fechados por conta do feriado de Martin Luthe King, mas o mundo não para, temos dados frescos da China, ameaças de tarifas que sacodem a Europa. Aqui no Brasil, a agenda está mais tranquila, e os olhos estão voltados para o que acontece lá fora.
China Dá o Tom com Números Sólidos
Começamos pelo gigante asiático, que abriu a semana com dados importantes sobre sua economia. O PIB da China cresceu 4,5% no último trimestre, um número que veio dentro do esperado e mostra que o país mantém o ritmo, mesmo enfrentando tensões comerciais com os Estados Unidos. A produção industrial subiu 5,2% em dezembro,um pouco acima das previsões, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,9%,levemente abaixo do estimado. Esses números indicam que a economia chinesa segue firme, atingindo a meta de crescimento de 5% para 2025, apesar dos desafios.
Por que isso importa? Porque a China é um motor global, se ela vai bem, commodities como minério de ferro, que o Brasil exporta, tendem a se valorizar, ajudando empresas como a Vale. Mas, se houver tropeços, o impacto pode chegar até aqui.
Falando em decisões, ainda hoje à noite o banco central chinês vai definir as taxas de juros de referência. Qualquer ajuste pode mexer com os mercados asiáticos e, por tabela, com o humor dos investidores mundo afora ao longo da semana. É um ponto de atenção para quem acompanha as oscilações da bolsa.
Tensões Comerciais entre EUA e Europa
Do outro lado do mundo, o clima está quente entre os Estados Unidos e a Europa. Recentemente, foram anunciadas possíveis tarifas sobre oito países europeus, com taxas que podem começar em 10% em fevereiro e subir para 25% em junho, caso não haja acordo sobre uma questão territorial envolvendo a Groenlândia.
Líderes europeus já reagiram, classificando as ameaças como inaceitáveis e prometendo respostas coordenadas, incluindo a possibilidade de sobretaxas bilionárias sobre produtos americanos. Até a OTAN entrou na discussão, com conversas sobre a segurança na região do Ártico.
Aqui no Brasil, podemos sentir o reflexo no câmbio, o dólar fechou a última semana praticamente estável, em R$ 5,37, mas qualquer escalada nesse embate pode pressionar nossa moeda.
Quinta-Feira: Indicadores Ditam o Ritmo
No Brasil, a arrecadação federal de 2025 será divulgada, único dado doméstico relevante da semana, oferecendo uma visão sobre a saúde fiscal do país. Também ocorre a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que pode trazer sinais sobre políticas econômicas. Nos EUA, saem o PIB do terceiro trimestre e o índice de inflação PCE de novembro, dois números cruciais para entender se o Federal Reserve (Fed) manterá ou ajustará sua política de juros. Balanços importantes como os da GE Aerospace, Procter & Gamble, Alcoa e Intel também estão na pauta, movimentando os setores de aviação, bens de consumo e tecnologia.
Na Europa, a ata da última reunião do BCE será publicada, revelando o tom dos debates sobre inflação e juros no bloco. À noite, na virada para sexta-feira, o Banco do Japão (BoJ) realiza sua reunião de política monetária, com decisão sobre taxas de juros que pode impactar o iene e, indiretamente, os mercados globais.
Para quem investe ou apenas acompanha o mercado, o melhor é manter a calma e observar os desdobramentos desses acontecimentos, alguns deles sem precedentes no curto e médio prazo.