Começando pelos EUA, o grande destaque é o Payroll, relatório de empregos de novembro e outubro, que sai amanhã. É o primeiro após o shutdown, e pode confirmar se o FED vai pausar as quedas de juros ou não. Na quinta-feira (18), vem a inflação ao consumidor de novembro, outro dado crucial. Se os números vierem fortes, como uma economia resiliente com mais vagas de emprego, isso pode adiar novos cortes de juros, mantendo o dólar valorizado. Já na terça, as vendas no varejo de outubro dão uma pista sobre o consumo, e na sexta, dados de moradias e sentimento do consumidor fecham a semana. Hoje mesmo, temos índices de atividade em Nova York e confiança das construtoras, previsões apontam para uma leve queda, o que sugere uma economia esfriando devagar.
Bancos Centrais no Centro das Atenções, com Destaque para o Japão
Virando ao panorama internacional, esta semana promete ser agitada com decisões de juros em vários cantos do mundo. Bancos centrais como o da Inglaterra, da Europa e do México vão anunciar suas taxas na quinta-feira, enquanto o Japão fecha a sexta com uma reunião que todo mundo está de olho. Por quê? Porque há um burburinho de que o Banco do Japão pode finalmente aumentar os juros, algo raro por lá. Recentemente, a confiança das grandes indústrias japonesas subiu para o nível mais alto em anos, o que reforça essa ideia. Outros bancos, como os da Rússia e Colômbia, também decidem na sexta, adicionando tempero ao mix global. Para quem investe em moedas ou ações internacionais, é hora de ficar atento, uma alta no Japão poderia afetar diretamente o carry trade com a moeda japonesa. O carry trade é uma estratégia que se baseia em tomar dinheiro emprestado em países com taxas de juros muito baixas e investir esse capital em países com juros mais elevados, visando lucrar com a diferença entre os juros.
Ata do Copom e Demais Indicadores Econômicos
Aqui no Brasil, a terça-feira (16) traz a ata da última reunião do Copom, que pode esclarecer como o Banco Central vê a inflação e o emprego. No comunicado anterior, eles mudaram a descrição do mercado de trabalho de "dinâmico" para "resiliente", o que pode indicar uma desaceleração sutil. Economistas esperam detalhes sobre como os juros altos estão freando a atividade, especialmente após o PIB mais fraco do terceiro trimestre. Há otimismo com revisões para baixo na inflação futura, caindo para 4,4% em 2025. Quinta-feira (18), o Relatório de Política Monetária pode ajustar expectativas para a Selic, e hoje sai o IBC-Br, uma espécie de ";PIB mensal" do BC, com projeções de leve alta puxada por varejo e serviços. Outros dados incluem o IGP-10 de dezembro, que deve cair, e a pesquisa Focus semanal. Na minha opinião, isso tudo sugere cortes de juros só em março, mas estamos atentos a movimentos mais bruscos.
Política: O Ruído que Influencia os Mercados
Não dá para ignorar a política, que sempre mexe com o humor dos investidores. No Congresso, uma agenda cheia inclui projetos polêmicos como o da dosimetria penal e cassações de mandatos, com votações até quarta-feira (17). O presidente Lula participa da Cúpula do Mercosul no sábado (20). No STF, inicia-se hoje um julgamento sobre demarcação de terras indígenas, que pode impactar setores como agronegócio. Esses temas geram volatilidade, mas o mercado costuma precificar o ruído. A ideia é diversificar e ficar de olho nesses indicadores que sempre trazem volatilidade e possíveis correções de rotas.