Não obstante o prazo legal de definições das candidaturas ser apenas no período das convenções partidárias – de 20 de julho a 5 de agosto -, o prazo político está prestes a findar. Como no futebol, o juiz já levantou a placa de 5 minutos de acréscimo e já estamos no minuto 4.
Os senadores Rodrigo Pacheco e Cleitinho, líderes nas pesquisas, utilizam de forma inteligente para ambos o prazo político, ao nem confirmar nem retirar em definitivo os nomes da disputa. Assim mantêm seus nomes na mídia, nas pesquisas e nos bastidores do mundo político.
Por outro lado, travam movimentos, estratégias e ações dos seus partidos e campos políticos no sentido de potencializar as respectivas candidaturas ou articular alternativas, formatar coligações e fortalecer nomes ao Senado e candidatos a deputado, por exemplo.
Chegado o momento crucial da decisão, hora do definitivo sim ou não. As direções partidárias do Estado e nacional precisam definir suas estratégias e alinhamento com a eleição presidencial. Fadada ao fracasso e derrota aquela que entender ser a Copa do Mundo mais um momento para empurrar a decisão, pelo fato da população e da grande mídia focar nesse importante evento mundial.
De qualquer forma, a população só vai se preocupar mesmo com eleição de meados de agosto em diante, e de início o foco primário será com a eleição presidencial.
Mas neste momento da Copa em que os dirigentes partidários e pré-candidatos definirão estratégias com suas pesquisas internas com vistas a potencializar fortalezas e mitigar fragilidades, avançarão em articulações com lideranças e dirigentes partidários com vistas a coligações, etc.
Sobre o xadrez mineiro, bem possível e a confirmar se nos próximos dias uma manifestação do próprio senador Rodrigo Pacheco virá, de que não disputará o pleito. Sem adentrar em aspectos ideológicos e disputas partidárias, foi Pacheco o grande injustiçado pela não indicação ao STF pelo presidente Lula. Caso confirme sua saída em definitivo, o passo imediato é a definição se o PSB terá um candidato ao governo como representante do campo progressista.
Quanto a Cleitinho, cresce nos bastidores a informação de que não disputará a eleição. Já cravou 3 datas para definição e joga com adiamentos, o que vem causando preocupação e enorme desconfiança de suas reais intenções pelos dirigentes partidários do Republicanos e do PL, sendo que este já analisa de forma mais concreta lançar um candidato próprio, Flávio Roscoe, Medioli ou o deputado Zé Vitor.
Se realmente os dois líderes das pesquisas declinarem, será uma forte mexida no tabuleiro eleitoral mineiro e uma intensa e estratégica corrida dos demais candidatos do espólio eleitoral de ambos.
Aguardemos!