Após a desistência final comunicada pelo senador Rodrigo Pacheco de disputar o governo de Minas, duas decisões aguardadas nos próximos dias serão de extrema relevância e com grande impacto no tabuleiro eleitoral no estado.
O senador Cleitinho, líder nas pesquisas e um forte potencial palanque do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, após pelo menos dois adiamentos da decisão final, sinaliza que em breve dará a palavra definitiva se disputa ou não.
Caso avance, será uma péssima notícia para o atual governador e candidato à reeleição Mateus Simões, que não obstante o uso explícito da máquina governamental patina nas pesquisas e vê possíveis aliados definirem por outros candidatos.
Cleitinho crava que se for candidato seu vice será o ex-prefeito de Patos de Minas, Falcão. Sem dúvida será uma forte chapa, com possibilidades de uma coligação robusta, tempo satisfatório da propaganda eleitoral no rádio e TV e vultosos recursos financeiros.
Outra definição que provavelmente será explicitada nos próximos dias é quanto ao ex- procurador Geral de Justiça Jarbas Soares. Fortes atores políticos, empresariais e de movimentos sociais atuam nos bastidores junto ao seu partido, o PSB, para a confirmação do seu nome.
Caso se confirme, tende a ser um nome competitivo do chamado centro democrático, principalmente com o definitivo “não” da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) para a disputa ao Executivo estadual, confirmando sua pré-candidatura ao Senado.
O “chamamento” ao nome de Jarbas Soares tem como causa principal a preocupação da gravíssima situação fiscal do Estado, em que um nome com perfil equilibrado, competente, capacidade de diálogo e de gestão são dispostos em pesquisas qualitativas como característica para o próximo governador. Números fartamente divulgados pela mídia nacional e internacional desnudam a narrativa de que o trem está nos trilhos.
Minas se isolou nos últimos anos, e em um sistema federativo como o nosso, interlocução com o governo federal não só é importante, mas indispensável para um governante que prime em absoluto em prol do interesse público e do bem comum, se abstendo de questões políticas pessoais e ideológicas menores.
Um cenário praticamente definido é que para a eleição para o governo do Estado teremos dois turnos. Uma vaga será para Mateus Simões ou Cleitinho – caso confirme, ou para um nome do PL. A outra vaga estará entre Kalil, Gabriel ou Jarbas.
Por fim, possibilidade real de termos um segundo turno com as duas peças estratégicas que não cravaram suas pré-candidaturas, Cleitinho e Jarbas!
A conferir.