Doutor em Direito pela UFMG e Analista Político

Minas nas mãos de um desses 8 nomes

Publicado em 12/12/2025 às 06:00.

Com 2025 próximo do fim, seguramente não entraremos em 2026 com o tabuleiro definido dos nomes que realmente disputarão o governo de Minas.

O que pode ser disposto é que salvo alguma absoluta surpresa, o próximo governador estará dentre oito nomes que circulam nos bastidores da política e entre dirigentes partidários e parlamentares, a saber: Cleitinho, Jarbas Soares, Alexandre Silveira, Kalil, Mateus Simões, Gabriel Azevedo, Tadeu Leite e Falcão.

O ponto em comum é que todos os citados acima nutrem o desejo de governar o segundo Estado da federação e considerado síntese do Brasil. Por outro lado, formalizar a candidatura e a consequente vitória não é uma decisão pessoal. Há um longo caminho a percorrer.

É um somatório de fatores, a começar por uma conjuntura favorável, grupo político afinado, baixa rejeição, leitura fina das pesquisas em sintonia ao que almeja parte significativa do eleitorado, capacidade de agregar, planejamento certeiro e competência na conquista emocional das pessoas.

Na outra ponta, arrogância, falta de carisma, personalismo que sobrepõe a projetos coletivos são fatores que indubitavelmente comprometem qualquer projeto político - eleitoral e justificam parte de possível derrota ou até uma pré-candidatura que ficará no meio do caminho.

Dos oito nomes citados acima, todos têm significativas potencialidades e fragilidades que serão trabalhadas e ditarão aqueles que realmente estarão no xadrez definitivo com seus nomes na urna eleitoral nas eleições de 4 de outubro.

É muito difícil, para não dizer praticamente inviável que os oito nomes viabilizem suas candidaturas. Pelo menos três ficarão no caminho, podendo inclusive compor como candidato a vice-governador ou ao Senado. 

Para reflexão final de todos, fruto de atentas análises conjunturais, estudos de eleições passadas e de pesquisas qualitativas, vide relevantes informações e perfil do provável nome que tomará posse dia 6 de janeiro. Estar em um partido grande com bom tempo na propaganda eleitoral e altos recursos eleitorais ajuda bem, mas não é suficiente. Falacioso achar que ter número de prefeitos apoiando garante alguma coisa. Prefeitos têm como primeira, segunda e terceira preocupação nas eleições elegerem seus deputados estaduais e federais, autores das emendas parlamentares que pavimentarão suas prováveis reeleições em 2028 ou eleição de alguém do mesmo grupo político. 

E um ponto relevante: em uma eleição majoritária (Presidente, Governador e Senador) o eleitor na maioria das vezes decide diretamente, sem interferência de lideranças políticas, incluindo prefeitos. E ainda: não há vinculação total entre o voto para presidente e o voto para governador. Parte do eleitorado seguirá a verticalização, por suposto. Mas há possibilidade concreta de uma porcentagem, que pode ser decisiva, votar em candidatos a presidente e governador de diferentes espectros ideológicos. Exemplos não faltam em Minas nas últimas eleições!

E quanto ao perfil almejado pela maioria dos mineiros, um nome fora dos extremos e da polarização; que passe credibilidade, experiência e responsabilidade; que demonstre capacidade de agregar, e com um claro perfil do centro, com propostas que soem como música tanto para a centro/esquerda como para a centro/direita.

 Importante frisar que um candidato pode ter estas características, mas se faltar carisma e humildade, naufragará! 

Assim sendo, sorte Cleitinho, Jarbas Soares, Alexandre Silveira, Kalil, Mateus Simões, Gabriel Azevedo, Tadeu Leite e Falcão na viabilização de seus nomes. 

Minas precisa retornar com sua relevância e protagonismo na política nacional!

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