Doutor em Direito pela UFMG e Analista Político

O legado dos governos do PSDB em Minas não pode ser ignorado!

Publicado em 20/03/2026 às 06:00.

Injusta e equivocada é uma prática comum de políticos eleitos que ao assumirem governos e darem sequência em suas gestões gastam considerável tempo criticando gestões anteriores e “esquecendo” os feitos positivos das mesmas, por oportunismo ou incompetência. 

Nesse diapasão, por mais que muitos tentem desconsiderar, anular ou simplesmente mudar de assunto, os governos do PSDB em Minas de 2003 a 2014 deixaram representativos legados para os mineiros, com um estilo arrojado, pujante e dinâmico de gestão.

Em termos organizacionais do tamanho da máquina pública, logo no início, em 2003, o número de secretarias de Estado foi reduzido de 21 para 15, premissa básica para uma gestão efetiva.

Na importante temática da segurança pública, de 2003 a 2013, os gastos anuais com segurança pública tiveram um aumento de 262%. Minas registrou a 4ª menor taxa de homicídios (em número de vítimas), conforme dados do Ministério da Justiça (2012).  No período, o efetivo das forças de segurança de Minas (polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros) cresceu 18%. 

Sobre a política remuneratória, em 2011 o Governo do Estado estabeleceu um cronograma para reajuste dos vencimentos das categorias. Começou com 10% em outubro daquele ano e, a partir de reajustes escalonados, chegou a 100,73% em 2015. 

Quanto ao grave problema atual das rodovias mineiras, por meio do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), o Governo do Estado viabilizou o asfalto a todos os municípios mineiros ligados por estradas estaduais. Foram mais de 5 mil quilômetros pavimentados. 

Esse programa teve um forte sentido social, uma vez que o acesso asfaltado contribuiu para o desenvolvimento econômico e social dos municípios e regiões beneficiados, ao facilitar o transporte da produção e dos veículos das áreas de saúde e educação. 

Quantos às políticas sociais, destaque para alguns relevantes programas, como o Travessia, iniciativa inovadora de combate à pobreza no país. Tinha como premissa ações de todo o governo para que territórios sociais com alta vulnerabilidade social pudessem passar por verdadeiras transformações. 

De 2007 a 2014, o programa atendeu 309 municípios com alta vulnerabilidade social e beneficiou acima de 3 milhões de mineiros de várias regiões do estado. 

Outro destacado programa com forte impacto social foi o Fica Vivo. Foi reconhecido pela ONU como exemplo de combate à criminalidade entre jovens.  Destinado a jovens na faixa etária de 12 a 24 anos, o Programa Fica Vivo! visava a evitar o envolvimento de jovens com a violência. Nas áreas onde o Fica Vivo! foi implantado verificou-se uma redução de até 50% dos índices de homicídios entre jovens da faixa etária atendida. 

Outro grande programa do período foi o PlugMinas, que atendeu, até outubro de 2014, mais de 6,7 mil estudantes da rede pública em cursos técnicos e de formação gratuita nas áreas do empreendedorismo, artes, design, novas tecnologias e idiomas, mediante parcerias com empresas e instituições.

Em relação à educação, o ensino fundamental da rede estadual de Minas foi considerado o melhor do Brasil nos anos iniciais desde o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 2009 (Rankings do Ideb 2013). O Estado ficou também na 3ª posição no ensino médio entre os 27 estados brasileiros.

Por fim, as temáticas acima certamente serão tocadas pelos candidatos nas eleições deste ano. Razoável dar créditos ao PSDB das boas práticas dos seus governos de 2003 a 2014.

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