Bastidores intensos em Brasília entre lideranças políticas nacionais e de Minas na formatação do tabuleiro eleitoral da cobiçada cadeira de governador do estado.
Algumas peças importantes a serem definidas em breve estarão à disposição dos eleitores mineiros para escolha do nome que ditará os rumos de Minas nos próximos 4 anos.
Salvo mudança extrema de rota, para tristeza e injusta indignação de Lula, Rodrigo Pacheco não disputará a eleição. Não obstante isso, engana quem acha que recolherá sua liderança e capacidade de articulação em quatro paredes de um escritório de advocacia. Informações que atua de forma intensa e com foco total na construção de um candidato competitivo ao governo do estado, com forte estrutura partidária que garanta adequados recursos financeiros e tempo na propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Para tanto, conta Pacheco com detalhadas pesquisas qualitativas analisadas de forma cirúrgica por renomado e experiente marqueteiro, profundo conhecedor do humor e da alma do mineiro. E a constatação cristalina de que há reais possibilidades de êxito de um nome distinto dos que atualmente figuram nas pesquisas eleitorais.
Nesse diapasão, aumentou nos últimos dias a possibilidade do candidato de Pacheco e do seu grupo político ser o ex-procurador geral de justiça Jarbas Soares. Bem articulado e capacidade de gestão, se enquadra no espectro ideológico fora das bolhas da esquerda e da direita e com capacidade de agregar forças políticas, do setor produtivo e de entidades da sociedade civil. Segundo fontes próximas às articulações, Jarbas está próximo de alinhamento final com Pacheco e seu grupo político e dizer sim a um dos partidos que o convidou para filiação em breve.
Para tanto, terá que aposentar de sua carreira no MPMG. Como será seu desempenho eleitoral é uma incógnita. É o menos conhecido dos nomes já citados como pré-candidatos e conforme pelas pesquisas quantitativas não pontua. Mas importante frisar que Pacheco não irá apostar em uma candidatura inviável sem uma leitura apurada do cenário e perspectivas favoráveis.
Jarbas terá o prazo de cerca de 90 dias na pré-campanha para, juntamente com o grupo de Pacheco, representado por deputados, prefeitos e lideranças, se tornar conhecido e demonstrar que realmente é um candidato competitivo. Pelas pesquisas qualitativas, fato que a disputa ao governo do estado está totalmente aberta. Portanto tem potencial para entrar realmente no jogo e não ser mero figurante.
Caso o projeto Jarbas prospere, uma importante definição é qual candidato a presidente estará em seu palanque Minas afora. Indicativos que não serão nenhum dos atuais líderes das pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro. Uma possibilidade interessante seria o presidenciável da terceira via definido pelo PSD de Kassab!
A disputa ao Palácio Tiradentes será acirrada. Poucas peças encaminhadas e algumas com conversas em evolução, a saber: Mateus Simões pelo PSD, Cleitinho pelo Republicanos (pode migrar para o PL), Kalil pelo PDT, Gabriel Azevedo pelo MDB, Falcão (pode filiar no Republicanos em Fevereiro), Flavio Roscoe (conversas com o PL para filiação e possível vice de Cleitinho), Sandra Goulart (reitora da UFMG) em conversas com PT.
Por mais que algumas definições serão tomadas nas próximas semanas, teremos o tabuleiro completo apenas no mês de março. Aí então saberemos os candidatos ao governo e o respectivo candidato a presidente da república abrigado em seu palanque.
Será esta outra engenharia bem complexa. Como exemplos, se Flavio Bolsonaro firmar a candidatura à presidência, obrigará o PL a desembarcar da candidatura de Mateus Simões para apoiar o nome de Cleitinho, para lhe dar palanque. Se Zema aceitar uma possível candidatura à vice do nome a ser definido pelo PSD (Ratinho JR, Caiado ou Eduardo Leite), além de evitar o isolamento na disputa presidencial dará um fôlego à candidatura do seu atual vice Mateus, que está em apuros com apenas um dígito na pesquisa, apesar da máquina governamental estar a seu inteiro dispor a um bom tempo. Sem contar o desgastante e perigoso fogo amigo dentro do núcleo de poder da cidade administrativa para derrubar sua candidatura.
Acompanhemos a evolução dos fatos e as articulações!