Às vésperas da segunda quinzena de janeiro, bastidores serão intensificados no meio político para definições finais dos tabuleiros das eleições presidencial e para o governo de Minas.
Por suposto as conversas e deliberações se darão atentas a relevantes fatos nacionais e internacionais, com seus reflexos, consequências, disputas de narrativas e impactos em popularidades, medidas por pesquisas internas detalhadas e regionalizadas.
Sem esgotar e sem fazer juízo de valor, apenas alguns fatos para exemplificar: CPI do INSS (se há envolvimento do filho e do irmão do presidente Lula), STF (Código de Ética; contrato milionário de esposa de ministro com o Banco Master sem objeto específico e sem explicação dos mesmos; o desfecho do caso da liquidação do mesmo banco; decisões por vir sobre Bolsonaro, se prisão domiciliar ou não), Trump e Venezuela (soberania nacional, direito internacional, direitos humanos, geopolítica mundial).
Quanto à eleição presidencial, a mais relevante é se Flávio Bolsonaro realmente seguirá até o fim com a candidatura. Se sim, como se portarão demais setores do campo da direita, como os governadores Caiado, Ratinho Jr e Zema, e o caminho de partidos como PSD, União Brasil- PP e Republicanos. Se ele recuar, até os avestruzes do Palácio do Planalto sabem que o campo estará unido em torno da candidatura do atual governador de SP, Tarcísio de Freitas.
Ainda da eleição presidencial, outro ponto da maior relevância principalmente para os mineiros é a possibilidade de políticos do Estado comporem chapas presidenciais como candidatos a vice. No campo da direita, Zema é citado como um dos nomes a vice tanto de Flávio Bolsonaro (PL), como de Ratinho Jr (PSD) ou de Tarcísio (Republicanos), conforme cenário disposto acima.
E pelo campo da esquerda, caso o atual vice-presidente Geraldo Alckmin defina pela candidatura ao Senado por SP, abre a vaga. Assim sendo, é ventilado o nome do Senador Rodrigo Pacheco, preterido por Lula a vaga no STF, como seu candidato a vice. Repetirá a estratégia vitoriosa de 2022 com Alckmin, um vice fora da bolha da esquerda, com perfil de centro e também em 2002 e 2006 com José Alencar, agregando o fato de ser do segundo colégio eleitoral do país.
E, por fim, diretamente ligado às definições do tabuleiro presidencial, três peças fundamentais por definir candidatura ao governo de Minas. São elas: o Senador Cleitinho, o presidente da ALMG Deputado Tadeu Leite e o ex-Procurador Geral de Justiça Jarbas Soares. Não obstante líder nas pesquisas e com alta popularidade nas redes socais, Cleitinho não demonstra muito apetite para deixar a função fiscalizadora do parlamento para assumir a responsabilidade de conduzir as complexas finanças do Estado e os recursos limitados para políticas públicas. Tem dado declarações que vai definir em março. Caso recue, tem grande potencial de impulsionar o nome que estiver aliado. Nos bastidores tem excluído Mateus Simões de qualquer possibilidade de apoiar.
Tadeu Leite vem sendo assediado pelo campo da esquerda para ser o candidato ao governo e palanque do Lula em Minas. Com perfil de diálogo e agregador, tem ainda no radar candidatura a reeleição como deputado estadual e também se auto indicar para uma vaga no TCE MG, o que seria lamentável pelo belo futuro político que teria pela frente!
E ainda como peça relevante no xadrez eleitoral mineiro a definição de Jarbas Soares. Recuado e ausente das articulações políticas por ainda estar na ativa do MPMG, poderá ser instado por fortes setores partidários de Brasília e representativos setores políticos, econômicos e da sociedade civil de Minas a disputar o governo.
Conversas e articulações resolutivas por vir. Acompanhemos!