Doutor em Direito pela UFMG e Analista Político

Qual o perfil adequado para o próximo governador de Minas?

Publicado em 10/07/2026 às 06:00.

Passado o foco do país com a Copa do Mundo, com a precoce saída da nossa Seleção após um estrondoso fiasco e vexame, em breve olhos e atenções voltadas para as eleições de outubro.

Possivelmente em cerca de 45 dias o país estará fervilhando nos bares, encontros de família e conversas no trabalho sobre eleições. Com o ambiente fortemente polarizado, momentos tensos pela frente. 

Saem os que se acham entendedores de futebol e entram os entendedores de política, muitos deles intolerantes, que se acham donos da verdade e destilarão o mais nefasto e ao mesmo tempo fajuto maniqueísmo, querendo impor seus candidatos como o que representa o bem e do outro lado, o mal. E dane-se opinião diferente. 

Este tipo de comportamento que veremos não contribui em nada para um saudável debate programático de alternativas e propostas para o país e para Minas Gerais. Assim deixam de ser prioridade proposições em prol da qualidade de vida de todos para pancadarias e fake news menores e inúteis para a esmagadora maioria da população.

Na eleição presidencial é quase certo um debate e um processo eleitoral contaminado e distante do que realmente almeja a população brasileira. Espera-se que quanto à eleição para governador do Estado o processo seja mais saudável e edificante.

Dos nomes colocados como pré-candidatos, é boa a perspectiva disso acontecer. Fundamental elevar o nível do debate, em respeito aos mineiros. Minas precisa de um governador que honre as nossas tradições, que combine capacidade de escuta e firmeza nas decisões. 

Uma pessoa sensível às políticas públicas para os mais pobres e que atue de forma obstinada em favor dos que geram emprego e renda no Estado, os representantes da iniciativa privada. Um nome que respeite e valorize os servidores públicos.

Alguém com estatura e capacidade de diálogo para liderar um robusto processo de união estadual pelo desenvolvimento econômico e social do Estado. E que esta capacidade de diálogo sobreponha interesses pessoais e ideológicos na defesa de Minas junto ao governo federal na reinvindicação de recursos, projetos e parcerias em benefícios do povo mineiro.

Um governador que respeite os que pensam diferente, seja no parlamento estadual, na mídia ou nas ruas. Um governador que despersonalize sua gestão, que substitua o Eu pelo Nós. Uma pessoa que traga otimismo, não obstante explicitar a enorme dificuldade do momento, principalmente quanto às finanças do Estado, ao total desarranjo da infraestrutura estadual, principalmente quanto a nossas estradas e dos problemas com a segurança pública, com a saúde e com a educação.

Para Minas e os mineiros, a eleição para o Governo é de extrema importância para os destinos do Estado. E assim deve ser tratada pelos candidatos que terão seus nomes confirmados nas próximas semanas, e por suposto em absoluto pelos eleitores. 

A estes o dever de acompanharem as propostas, o perfil dos candidatos, a forma como tratam os que pensam diferente, experiências em atividades anteriores e algo muito importante, a capacidade emocional de lidar com problemas e adversidades. Neste ponto em específico, a internet pode ajudar bem quando forem pesquisados sobre respectivos nomes.

A conferir!

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