O prazo político e legal para definições do tabuleiro eleitoral está prestes a findar. Enquanto durar a Copa do Mundo, a esmagadora maioria da população está envolta e com atenção focada neste importante evento. Mas cúpulas partidárias e pré-candidatos avançam em definições e estratégias. Afinal de contas, eleição não se improvisa!
Na disputa mais à direita ao governo de Minas, todos à espera do senador Cleitinho, se dará o definitivo sim para a disputa ou se libera o PL a definir pelo nome de Flavio Roscoe ou Vittorio Medioli. No mesmo campo ideológico, o atual governador Mateus Simões em campanha há mais de dois anos e com a poderosa máquina estadual a seu dispor tenta chegar aos dois dígitos, tarefa que parece mais difícil do que a da Seleção do Haiti na Copa do Mundo.
Pelo campo do centro para a esquerda, Kalil demonstra apetite de seguir na disputa até o final mesmo se não formatar uma coligação mais robusta. O focado e preparado Gabriel Azevedo tenta agregar apoios ao estilo candidato Tribalista: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem! Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. A aguardar o resultado prático dessa estratégia, se exitosa ou não.
O PSB, com o nome interno preferencial do ex-procurador Geral de Justiça Jarbas Soares, pode ser competitivo na disputa principalmente se formatar uma boa coligação que garanta tempo adequado na propaganda eleitoral do rádio e TV.
E, por fim, uma decisão relevante para o processo eleitoral no Estado foi a recente decisão do PT de ter candidatura própria em Minas. A refletir se esse posicionamento é definitivo! De qualquer forma, o partido se prejudicou com a espera da decisão do senador Rodrigo Pacheco, que declinou da candidatura no final de maio.
Após consultas internas e dificuldade de homogeneidade em apoio a algum outro nome de legenda diversa (o que é muito difícil no PT, pelas correntes internas), foi definido que o partido terá candidatura própria. O nome mais falado é de Marília Campos, bem avaliada ex-prefeita de Contagem, com capacidade de diálogo e no momento líder das pesquisas ao Senado.
Até as palmeiras da Praça da Liberdade sabem da real chance de Marília ter êxito na disputa e capacidade elevada de exercer um positivo mandato no Senado da República em defesa de Minas. Mudar a rota nesse momento indubitavelmente seria um brutal erro político que comprometeria sobremaneira uma grande liderança. O famoso ir para o sacrifício e em prol de uma missão não faz o menor sentido e seria um grande erro político e estratégico do campo petista. Marília tem personalidade. A aguardar os próximos dias um desfecho final do PT.
E radar direcionado para definições do PSB (Jarbas Soares), do Republicanos (Cleitinho) e do PL (Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli), partidos com grande chance de comandar Minas Gerais nos próximos anos.