Doutor em Direito pela UFMG e Analista Político

Reflexos do PT ter candidato próprio ao governo de Minas

Publicado em 26/06/2026 às 06:00.

O prazo político e legal para definições do tabuleiro eleitoral está prestes a findar. Enquanto durar a Copa do Mundo, a esmagadora maioria da população está envolta e com atenção focada neste importante evento. Mas cúpulas partidárias e pré-candidatos avançam em definições e estratégias. Afinal de contas, eleição não se improvisa!

Na disputa mais à direita ao governo de Minas, todos à espera do senador Cleitinho, se dará o definitivo sim para a disputa ou se libera o PL a definir pelo nome de Flavio Roscoe ou Vittorio Medioli. No mesmo campo ideológico, o atual governador Mateus Simões em campanha há mais de dois anos e com a poderosa máquina estadual a seu dispor tenta chegar aos dois dígitos, tarefa que parece mais difícil do que a da Seleção do Haiti na Copa do Mundo.

Pelo campo do centro para a esquerda, Kalil demonstra apetite de seguir na disputa até o final mesmo se não formatar uma coligação mais robusta. O focado e preparado Gabriel Azevedo tenta agregar apoios ao estilo candidato Tribalista: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem! Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. A aguardar o resultado prático dessa estratégia, se exitosa ou não.

O PSB, com o nome interno preferencial do ex-procurador Geral de Justiça Jarbas Soares, pode ser competitivo na disputa principalmente se formatar uma boa coligação que garanta tempo adequado na propaganda eleitoral do rádio e TV. 

Com experiência de gestão, capacidade de diálogo explicitada na condução dos Acordos de Mariana e Brumadinho, pode entrar forte na disputa. Por suposto, para tanto, cabe à direção estadual do partido, por seu presidente, o competente prefeito de Conceição do Mato Dentro Otacilinho, alinhar com a direção nacional do partido, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o senador Rodrigo Pacheco ser este momento da maior importância para o partido ter real possibilidade de conquistar o governo do segundo Estado da federação. 

E, por fim, uma decisão relevante para o processo eleitoral no Estado foi a recente decisão do PT de ter candidatura própria em Minas. A refletir se esse posicionamento é definitivo! De qualquer forma, o partido se prejudicou com a espera da decisão do senador Rodrigo Pacheco, que declinou da candidatura no final de maio.

Após consultas internas e dificuldade de homogeneidade em apoio a algum outro nome de legenda diversa (o que é muito difícil no PT, pelas correntes internas), foi definido que o partido terá candidatura própria. O nome mais falado é de Marília Campos, bem avaliada ex-prefeita de Contagem, com capacidade de diálogo e no momento líder das pesquisas ao Senado. 

Até as palmeiras da Praça da Liberdade sabem da real chance de Marília ter êxito na disputa e capacidade elevada de exercer um positivo mandato no Senado da República em defesa de Minas. Mudar a rota nesse momento indubitavelmente seria um brutal erro político que comprometeria sobremaneira uma grande liderança. O famoso ir para o sacrifício e em prol de uma missão não faz o menor sentido e seria um grande erro político e estratégico do campo petista. Marília tem personalidade. A aguardar os próximos dias um desfecho final do PT. 

E radar direcionado para definições do PSB (Jarbas Soares), do Republicanos (Cleitinho) e do PL (Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli), partidos com grande chance de comandar Minas Gerais nos próximos anos.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por