Engana quem acha que após encerrar o prazo de filiação partidária (4 de abril) para os postulantes às eleições de 4 de outubro teremos o cenário definitivo para a eleição de governador do Estado e as duas vagas para o Senado.
Seguirá rocambolesco e embolado por mais um bom tempo. Apenas um nome ganha com tamanha indefinição: Mateus Simões, agora governador de direito e de fato, com a poderosa máquina estadual com sua consequente visibilidade. Com vigor e disposição, seguirá obstinado na difícil conquista de crescimento eleitoral, já que patina nas pesquisas.
Cleitinho segue como um pêndulo, ora dá demonstrações de ser candidato, ora passa a percepção de indecisão. Não obstante a liderança atual nas pesquisas, para a viabilidade de sua candidatura importante não perder o timing de começar efetivamente a pré-campanha, de forma planejada e estruturada.
No campo da esquerda a indefinição é igual ou até mais inadequada para esse campo político. O PT e seu entorno, liderado por Lula, queimam tempo e energia pela espera do sim do senador Rodrigo Pacheco. Mesmo sua provável filiação ao PSB não quer dizer que será candidato ao governo. Empurrará mais pra frente. Dá demonstrações de falta de disposição, de ânimo e estofo para encarar uma dura campanha. Talvez nutra a possibilidade de ser candidato à vice-presidente na chapa com Lula no lugar de Alkmin, ou ainda uma nova vaga no STF. Vai que se agravem ainda mais as situações do Toffoli ou do Moraes com as breves divulgações da delação do Vorcaro e a renúncia de um deles seja iminente.
E nesse diapasão o campo do centro para a esquerda segue solto, sem estratégia, sem planejamento e sem rumo. Consequências virão!
E quanto à eleição para as duas vagas para o Senado, poucos avanços. Isso se deve pois estão diretamente ligadas às definições dos candidatos ao governo e suas composições partidárias.
Marcelo Aro segue firme, mas sem declaração formal da federação União Brasil-PP de quem apoiará ao governo. Pelo PL Domingos Sávio segue favorito pela indicação, mas precisa da declaração explícita da direção nacional do partido, o que está diretamente relacionado ao rumo que o mesmo tomará na disputa para o governo do Estado.
Carlos Viana, que ganhou bom destaque na presidência da CPMI do INSS, ainda não definiu por qual partido tentará a reeleição ao Senado. Aécio Neves do PSDB, bem citado nas pesquisas para o Senado, não bateu o martelo se disputará eleição deste ano e para qual posto. Ou seja, cenário da eleição ao Senado indefinido como a de governo do Estado.
Por fim, jogo totalmente aberto. Em ambas, pesquisas espontâneas indicam mais de 70% de indecisos. A partir de 5 de abril, teremos o mapa partidário definido. Mas o mapa eleitoral concluído, talvez em maio!