Os principais partidos políticos do país e com destacada representatividade em Minas já se movimentam com intensidade para as eleições no Estado em 2026.
Importante dispor que o objetivo de todo partido é a busca do poder, e pelo menos em teoria, não como um fim, mas como meio para aplicar suas concepções programáticas em atenção ao interesse público e a melhoria da qualidade de vida da população.
Assim sendo, dois focos principais no radar das legendas no Estado, a saber: entrar competitivo nas eleições majoritárias (governador, vice e senador) e boas chapas parlamentares, principalmente à Câmara Federal, determinante no cálculo dos milionários fundos partidário e eleitoral.
Sobre o PT tratamos na coluna da semana passada. Até o momento, erro brutal estratégico do presidente Lula em não definir um nome competitivo do seu campo político na disputa ao governo. Graves consequências virão!
Quanto ao PL, não deverá ter candidato ao governo, mas seguramente terá fortes nomes ao Senado. E outro fator de destaque do partido é a reeleição do deputado federal Nikolas Ferreira, com potencial, segundo pesquisas, para 2 milhões de votos, puxando uma super bancada do PL.
O Republicanos tem até o momento o Senador Cleitinho como pré-candidato ao governo. Líder nas pesquisas e com grande alcance midiático, indubitavelmente chega forte na disputa caso a formalize, o que contribui também para fortalecer a chapa de candidatos proporcionais.
Mesmo estando em federação com o PP, outra destacada força partidária, o caminho a ser seguido pelas duas legendas no Estado estará a cargo das cúpulas nacional e estadual do União.
Não obstante seu potencial, o União até o momento não se posiciona no tabuleiro com protagonismo na disputa ao governo de Minas. Pela ausência de apetite e falta de construção de um nome competitivo, se posta como coadjuvante de algum nome de outro partido. Algo que compromete a formação de uma forte chapa de candidatos a deputado, indicando redução das bancadas federal e estadual em 2027.
Perdendo espaço para partidos como PSD, PL e Republicanos, no limite temporal a cúpula nacional do União foca Minas de forma mais estratégica. Conversas de bastidores sinalizam mudanças na direção do partido no Estado. A habilidade do deputado federal Rodrigo de Castro, mais identificado com o Centro Democrático, indica que caso assuma a presidência, juntamente com a experiência de nomes como o ex-deputado Bilac Pinto, articulem um nome competitivo ao governo do Estado que posicione o partido no tabuleiro de forma pujante e contribua para ao menos dobrar as bancadas federal e na ALMG, possibilitando o União em Minas se tornar o maior dentre os demais estados da federação.
E, por suposto, atentarão de forma assertiva para um nome aderente às pesquisas qualitativas, fora dos extremos e da polarização, que expresse experiência, responsabilidade, capacidade de diálogo, de agregar e de reposicionar Minas no cenário nacional.
Aguardemos as articulações no transcorrer de janeiro que definirão se o União estará no xadrez eleitoral em Minas, segundo colégio eleitoral do país, como protagonista ou mero coadjuvante de outra legenda.