Irlan MeloAdvogado, teólogo, professor universitário e vereador de BH eleito para seu segundo mandato como o 8° vereador mais votado de BH

2026 começou com o pé direito contra a tirania

Publicado em 12/01/2026 às 06:00.

Apesar da propaganda da Havaianas, posso dizer sem medo de errar: 2026 começou com o pé direito. E mais do que isso, com o pé direito firme em cima da esquerda autoritária, da ditadura e da opressão que há décadas massacram o povo venezuelano.

O mundo acompanhou, nos últimos dias, um fato histórico. Após sucessivos alertas e ameaças, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu agir. Motivado pelo combate ao narcotráfico que há anos abastece o vício americano e financia o regime venezuelano, Trump ordenou a captura da esposa e do ditador Nicolás Maduro, que agora será interrogado em Nova Iorque. Um acontecimento que reacendeu a esperança de milhões.

Foi emocionante ver a reação do povo venezuelano. Milhares celebraram nas ruas, dentro e fora do país. Aqui no Brasil, onde convivemos diariamente com refugiados que fugiram da fome, da miséria e da perseguição política, a notícia foi recebida com lágrimas, abraços e esperança. Esperança de que o terror finalmente tenha data para acabar.

A Venezuela é um retrato fiel do que a esquerda produz quando chega ao poder: destruição econômica, censura, perseguição religiosa e política, fome e miséria. Pessoas sobrevivendo com salários de pouco mais de dois dólares por mês, sem comida, sem remédios, sem liberdade enquanto Maduro e sua elite desfrutavam de luxo, prazeres e fortunas oriundas do petróleo.

Os mesmos esquerdistas de sempre, pseudo-intelectuais de internet e militantes ideológicos, tentam vender a narrativa de que tudo não passa de uma disputa pelo petróleo. Pode até ser parte do jogo geopolítico. Mas é preciso dizer a verdade: antes o petróleo ser explorado por uma nação livre e próspera do que continuar financiando um ditador que concentra poder e riqueza nas próprias mãos.

O povo venezuelano nunca experimentou os benefícios dessa riqueza. O que ele quer, antes de qualquer coisa, é comer, dormir em paz, falar o que pensa, ir e vir sem medo. Liberdades básicas que foram roubadas por uma ideologia nefasta chamada socialismo ou comunismo, ou progressismo, ou esquerdismo. O nome muda, mas o resultado é sempre o mesmo.

Minha oração é para que a Venezuela se reconstrua de forma digna, verdadeira e livre. Que Deus abençoe aquela nação e cure as feridas de um povo que sofreu por tempo demais. E que a justiça recaia sobre os ombros de Maduro, na exata medida de suas obras.

Que esse episódio sirva de alerta. Que líderes de esquerda, inclusive no Brasil, coloquem suas barbas de molho. Ditadura não começa com tanques nas ruas; começa com discursos bonitos, controle de narrativas e o enfraquecimento das liberdades.

2026 começou dando sinais claros. Cabe a nós aprender com a história. Porque quem ignora os exemplos do passado corre sério risco de repeti-los.

E eu sigo afirmando: liberdade não se negocia.

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