
No último dia 1º de março, estive na avenida Paulista, em São Paulo, local que foi palco de mais uma grande mobilização popular. O ato, denominado “Acorda Brasil”, também ocorreu em diversas cidades do país, incluindo Belo Horizonte, reunindo milhares de brasileiros em torno de pautas políticas e institucionais. O que vimos foi a indignação de um povo que decidiu não permanecer em silêncio.
As pautas eram claras: críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionamentos à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e a liberdade de Jair Bolsonaro.
Eu estava lá porque concordo com essas pautas. Concordo que o Brasil precisa rediscutir os limites entre os Poderes. Concordo que decisões judiciais com forte impacto político devem ser constantemente debatidas pela sociedade. Concordo que não podemos naturalizar um ambiente onde parte significativa da população se sente desamparada ou sem voz.
A Constituição afirma que todo poder emana do povo. Isso não é frase decorativa. É princípio estruturante da República. Quando milhares vão às ruas de forma pacífica para expressar sua visão sobre o país, isso não é ameaça à democracia. É exercício dela.
Não dá mais para aceitar calado a tirania do STF e escândalos atrás de escândalos tanto por parte do Governo quanto por parte dos ministros que se sentem intocáveis. Basta!
O que senti foi um ambiente de mobilização consciente. Famílias, trabalhadores, jovens e idosos reunidos com um propósito comum: dizer que querem mudanças. Pode-se discordar das palavras de ordem, mas não se pode negar a legitimidade do direito de reivindicar.
Como vereador em Belo Horizonte, entendo que o papel de um representante público não é apenas ocupar gabinete, mas estar junto da população, ouvindo, participando e se posicionando. E eu me posiciono: o Brasil precisa reencontrar equilíbrio institucional, segurança jurídica e respeito às liberdades individuais.
As eleições que se aproximam serão decisivas. O debate será intenso, como já se desenha. Mas que ele aconteça nas ruas, nas urnas e dentro da lei. Democracia não é silêncio imposto; é participação ativa.
O “Acorda Brasil” foi, para mim, mais do que um ato político. Foi um sinal de que há brasileiros dispostos a defender suas convicções e a lutar, dentro das regras democráticas, por um país que consideram mais justo e mais alinhado aos seus valores.
Não vamos desistir do Brasil!