
Na semana passada, mais uma vez Belo Horizonte acordou com a notícia de um grave acidente no Anel Rodoviário. Mais uma vez, vidas são colocadas em risco, famílias são abaladas e a cidade mergulha no caos do trânsito. Quem passou pela via nas últimas horas viu de perto o retrato de um problema antigo: congestionamentos quilométricos, desespero de motoristas e, o mais doloroso, a possibilidade de mais vítimas em uma rodovia que já se tornou símbolo de insegurança.
Eu não falo sobre isso de forma distante. Desde o meu primeiro dia de mandato, em 2017, venho denunciando a situação crítica do Anel Rodoviário. Não é de hoje que alerto para os riscos, para os gargalos, para a falta de estrutura adequada em uma das vias mais importantes de Belo Horizonte. Infelizmente, o que vemos hoje é a consequência direta de anos de descaso e omissão.
Ao longo desse tempo, travamos muitas lutas. Uma das mais importantes foi a implantação da primeira área de escape do Anel Rodoviário, uma conquista histórica que já evitou inúmeros acidentes e salvou vidas. Cada caminhão que consegue parar ali representa uma tragédia evitada, uma família preservada. Mas, apesar desse avanço, sabemos que ainda estamos longe do ideal.
O Anel continua sendo uma via perigosa. Trechos críticos, como a região do Madre Gertrudes, seguem exigindo intervenções urgentes. A duplicação dos gargalos e a ampliação da capacidade da pista não são mais opções. São necessidades. Estamos falando de uma rodovia que recebe um fluxo intenso de veículos pesados diariamente, sem a infraestrutura compatível com essa realidade.
Não podemos naturalizar o caos. Não podemos aceitar que acidentes graves se tornem rotina. Não podemos conviver com a ideia de que sair de casa e passar pelo Anel Rodoviário é correr um risco constante.
Seguirei firme nessa luta. Cobrando, fiscalizando e propondo soluções. Meu compromisso é com a vida das pessoas, com a segurança de quem precisa utilizar essa via todos os dias, com o direito de ir e vir sem medo.
Belo Horizonte não pode mais esperar. Cada dia sem ação concreta é um dia em que colocamos mais vidas em risco. O Anel Rodoviário precisa deixar de ser sinônimo de tragédia e passar a ser exemplo de segurança e respeito à população.
Essa é uma luta que não pode parar e que eu não vou abandonar.