
Desde 2017, quando me tornei vereador em Belo Horizonte, assumi uma missão que nunca tratei apenas como pauta política. Minha luta pelo Anel Rodoviário sempre teve um único objetivo: salvar vidas.
Quem vive em BH sabe que o Anel há décadas deixou de ser apenas uma via de trânsito. Ele se transformou em um corredor de medo, marcado por acidentes graves, famílias destruídas e tragédias anunciadas. São milhares de veículos circulando diariamente em uma estrutura antiga, que não acompanhou o crescimento da cidade nem o aumento do transporte de cargas.
Foi diante dessa realidade que começamos uma cobrança firme por soluções concretas. Muitos falavam que era impossível. Outros diziam que demoraria anos. Mas seguimos insistindo. E essa insistência ajudou Belo Horizonte a conquistar a primeira área de escape do Anel Rodoviário, uma estrutura que já evitou dezenas de tragédias e provou, na prática, que investir em prevenção salva vidas.
Desde então, nunca deixei de cobrar novas intervenções. Defendi publicamente a necessidade de mais duas áreas de escape nos pontos mais críticos da descida do Betânia. Infelizmente, enquanto o poder público demorava a agir, os acidentes continuavam acontecendo.
Na última semana, exatamente em um dos locais onde há anos indicamos a instalação desses equipamentos, mais um grave acidente assustou Belo Horizonte. Uma carreta desgovernada atingiu diversos veículos e, graças a Deus, não tivemos mortes. Mais uma vez, a cidade viu de perto o risco permanente que milhares de motoristas enfrentam todos os dias no Anel Rodoviário.
Depois do ocorrido, finalmente veio o anúncio que aguardávamos há tanto tempo: a Prefeitura de Belo Horizonte confirmou a construção de duas novas áreas de escape, além de outras medidas de segurança para reduzir acidentes no trecho. As estruturas devem ser implantadas nos quilômetros 539 e 540, justamente em áreas consideradas críticas da descida do Betânia.
Recebo essa notícia não como uma vitória pessoal, mas como um avanço importante para toda a população. Quando defendemos investimentos em mobilidade e segurança viária, não estamos falando apenas de concreto, obras ou engenharia. Estamos falando de pais e mães que precisam voltar vivos para casa. Estamos falando de trabalhadores que arriscam suas vidas diariamente nas estradas. Estamos falando de preservar famílias.
Mas também preciso dizer com sinceridade: ainda há muito a ser feito. O Anel Rodoviário exige soluções estruturais, investimentos permanentes, fiscalização eficiente e planejamento de longo prazo. Não podemos agir apenas depois das tragédias.
Seguirei acompanhando cada etapa desse processo, cobrando prazos, transparência e execução das obras. Porque essa luta nunca foi por discurso. Sempre foi por vidas.