Irlan MeloAdvogado, teólogo, professor universitário e vereador de BH eleito para seu segundo mandato como o 8° vereador mais votado de BH

Estado laico não é censura à fé, é garantia de liberdade

Publicado em 16/02/2026 às 06:00.


A recente caminhada pacífica liderada por Nikolas Ferreira escancarou, mais uma vez, uma verdade que muitos insistem em distorcer: no Brasil, ser cristão e se manifestar publicamente virou ato de resistência.

O que deveria ser um debate jurídico honesto sobre Estado laico foi sequestrado por militantes ideológicos que transformam intolerância religiosa em suposto discurso de “defesa da democracia”. Na prática, o que vemos é perseguição seletiva contra cristãos.

Causaram indignação as declarações do cantor e compositor Peninha, que afirmou que evangélicos “não deveriam votar, apenas pastar”. Uma fala repugnante, autoritária e desumana. Mais grave ainda foi o silêncio conivente de setores que vivem se autoproclamando guardiões da liberdade, da diversidade e dos direitos humanos.

Vamos deixar claro:
Estado laico não é Estado antirreligioso.
Estado laico não é mordaça para cristãos.
Estado laico não é licença para perseguir fé.

A Constituição Federal é cristalina ao assegurar liberdade de crença, de culto e de manifestação religiosa. Quem tenta empurrar a fé para os porões da sociedade não defende laicidade, mas defende laicismo, uma ideologia que quer expulsar Deus do espaço público e transformar milhões de brasileiros em cidadãos de segunda categoria.

O Brasil é uma nação majoritariamente cristã. Isso não é um problema. É um fato sociológico, cultural e histórico. O problema é a elite ideológica que não aceita que o povo tenha fé, voz e posição.

A hipocrisia é evidente:
Quando outras religiões se manifestam, chamam de “expressão cultural”.
Quando cristãos oram em praça pública, chamam de “ameaça à democracia”.

Mais estranho ainda é que caminhadas de oração incomodem mais certos militantes do que escândalos bilionários de corrupção, rombos em estatais, desvios no INSS, inflação corroendo salários e um país cada vez mais sufocado por impostos. A régua moral muda conforme o inimigo escolhido.

A verdade é simples:
Não é a fé que ameaça a democracia.
Não é a Bíblia que ameaça o Estado.
Não é o cristão que ameaça a liberdade.
O que ameaça a democracia é dizer que um grupo não deveria votar.
O que ameaça a democracia é querer calar quem pensa diferente.
O que ameaça a democracia é usar o Estado para perseguir convicções.

Afirmo sem hesitar: não aceitarei que cristãos sejam tratados como párias políticos. Não aceitarei que a fé seja ridicularizada. Não aceitarei que tentem nos empurrar para o silêncio.

Defender a liberdade religiosa é defender a Constituição.
Defender cristãos é defender a democracia.
Defender o direito de se manifestar é defender o Brasil.

O Estado é laico. O povo é livre. E a fé do povo não será censurada. 

Seguiremos firmes. Sem medo. Sem recuar. Com Deus e com o povo.

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