
Em 2026, Belo Horizonte começa o ano colocando um freio numa das maiores distorções morais da política: foi sancionada a lei de minha autoria que proíbe homenagens oficiais a pessoas condenadas por crimes graves.
E eu vou ser bem claro: quem cometeu crime grave não merece medalha. Não merece título. Não merece palco. E muito menos aplauso do poder público.
Porque homenagem não é detalhe.
Homenagem é símbolo. É mensagem. É referência.
Quando a Prefeitura homenageia alguém, ela está dizendo para a cidade inteira: “Isso é exemplo”. “Isso é digno”. “Isso deve ser admirado”. E aqui está o ponto: não existe ética quando o Estado aplaude quem feriu a dignidade de outra pessoa.
Por isso, meu projeto alterou e fortaleceu a Lei 11.813/2025, proibindo que a Prefeitura de BH conceda títulos, medalhas, condecorações ou qualquer homenagem oficial a pessoas condenadas: pela Lei Maria da Penha; por crimes contra a dignidade sexual; por organização criminosa.
Sim: condenado.
Não é “acusado”, não é “suspeito”. É condenado!
E eu digo mais: homenagear esse tipo de pessoa não é “inclusão”, não é “humanização”. É relativização do crime. É desrespeito com as vítimas. É uma agressão moral à sociedade.
Agora tem gente que vai reclamar. Sempre tem. Vão dizer: “ah, mas ele já pagou”. E eu respondo: uma coisa é cumprir pena. Outra coisa é receber honra pública.
A Prefeitura não é tribunal – mas também não é palco de reabilitação simbólica para quem destruiu vidas. Nós estamos falando do mínimo: o poder público precisa ter vergonha na cara e coerência.
BH não pode ser uma cidade que premia o errado e despreza o certo. Não pode ser uma cidade onde o criminoso é celebrado e a vítima é esquecida.
Essa lei tem um recado simples e direto: honra pública é para quem honra o povo.
E é esse tipo de política que eu faço: sem inversão de valores, sem discurso bonito para encobrir o óbvio. Com coragem, com firmeza e com compromisso com a dignidade humana.
Você concorda com essa lei? Acha justo o poder público homenagear condenado por crime grave?
Eu tenho uma posição: em Belo Horizonte, acabou.