Irlan MeloAdvogado, teólogo, professor universitário e vereador de BH eleito para seu segundo mandato como o 8° vereador mais votado de BH

Quando defender mulheres deixa de ser discurso e vira responsabilidade pública

Publicado em 09/03/2026 às 06:00.


 Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década: 1.568 mulheres assassinadas simplesmente por serem mulheres. Um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram 1.492 casos. Esses números não são estatísticas frias. São histórias interrompidas, filhos sem mães, famílias devastadas.

Diante dessa realidade, o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, não pode ser reduzido a homenagens simbólicas ou vídeos emocionantes. Ele precisa ser, sobretudo, um momento de prestação de contas e reafirmação de compromissos.

Ao longo do meu mandato em Belo Horizonte, tenho defendido que proteger mulheres não é bandeira ideológica, é dever moral e responsabilidade institucional.

Por isso, lutamos pela aprovação da lei que proíbe a nomeação, na administração pública municipal, de pessoas condenadas com base na Lei Maria da Penha. A mensagem é clara: agressor não pode ocupar cargo público. O poder público precisa dar exemplo.

Também aprovamos a Lei 11.740/2024, que assegura à mulher o direito de ser acompanhada por pessoa de sua escolha durante consultas e exames, inclusive ginecológicos, em estabelecimentos públicos e privados do município. Em um cenário onde tantas mulheres relatam abusos e constrangimentos em ambientes de saúde, garantir acompanhamento é garantir segurança e dignidade.

Criamos o Protocolo Mulheres Seguras, fortalecemos o programa Empresa Amiga da Saúde da Mulher,  incentivando empresas a investirem na prevenção e no cuidado  e asseguramos a presença de intérprete de Libras nas maternidades para mulheres surdas, especialmente em atendimentos ginecológicos e obstétricos. Comunicação é dignidade. Entendimento é direito.

Outro ponto fundamental é a autonomia feminina. Ampliamos vagas em creches e Emeis, como a Emei Tupã, na região do Cabana, a Emei CAC Havaí (que se tornará uma das maiores da cidade) e a Emei Conjunto Britânia, que será inaugurada ainda este ano. Garantir educação infantil de qualidade é permitir que mães trabalhem com tranquilidade e segurança.

Defender as mulheres é enfrentar a violência, promover dignidade no atendimento à saúde e criar condições reais de independência econômica.

Neste 8 de março, mais do que homenagens, reafirmo meu compromisso. Enquanto houver uma mulher com medo, violentada ou desamparada, nossa luta não estará concluída.

Cuidar das mulheres é cuidar das famílias. É cuidar de Belo Horizonte. É cuidar do futuro.

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