Claudio OlivaClaudio Oliva é jornalista especializado em turismo e hotelaria, pós-graduado em Turismo pela Universidade de Barcelona, presidiu a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo. Editor da Qual Viagem, colaborador em diversos portais de turismo, é também diretor Executivo da Assimptur Assessoria de Imprensa.

É necessário checar o seguro do celular antes de embarcar para o exterior

Publicado em 16/07/2026 às 17:03.
 (William Hook/Unsplash)
(William Hook/Unsplash)

O Brasil tem 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante, segundo levantamento da Serasa Experian. Em meio ao planejamento de passagens, hospedagem e roteiros, muitos consumidores deixam de lado cuidados com um item que se tornou indispensável em qualquer viagem internacional: o celular.

Utilizado para acessar documentos, efetuar pagamentos, consultar reservas e se comunicar, o aparelho concentra uma série de informações importantes para o turista. Por isso, antes de embarcar, vale verificar quais situações estão cobertas pelo seguro celular e se a proteção permanece válida fora do Brasil.

"Muitas pessoas contratam um seguro para o celular sem prestar atenção às condições de cobertura ou só buscam essas informações quando precisam acionar a proteção. Antes de uma viagem internacional, é importante entender exatamente o que está previsto na apólice e se ela contempla ocorrências fora do país", afirma Victor Horta, CPO da seguradora Pier.

Embora as coberturas variem de acordo com a seguradora e o plano contratado, o mercado já oferece opções que vão além da proteção contra roubo. As coberturas mais completas também incluem a proteção contra furto simples, que é aquele que ocorre sem que a vítima perceba, prática frequente dos "pickpockets".

A recomendação é analisar as condições do contrato com atenção, especialmente em relação ao território contemplado e aos eventos previstos.

"O consumidor precisa avaliar se o seguro acompanha seu estilo de vida. Quem viaja com frequência, por exemplo, pode se beneficiar de produtos que oferecem cobertura internacional. Já outros usuários podem priorizar aspectos como facilidade de contratação, atendimento digital ou rapidez no processo de indenização", explica o executivo.

Outro ponto que merece atenção é a elegibilidade dos aparelhos. Algumas seguradoras aceitam celulares usados e até mesmo dispositivos adquiridos no exterior, enquanto outras exigem nota fiscal brasileira ou restringem a cobertura a aparelhos novos. Entender essas diferenças ajuda o consumidor a evitar surpresas em um eventual sinistro e garante uma escolha mais alinhada às suas necessidades.

"O mais importante é não olhar apenas para o preço. O consumidor deve entender quais situações estão cobertas, quais documentos podem ser exigidos e como funciona o processo de acionamento. Quanto maior a transparência dessas informações, mais segura tende a ser a experiência do usuário durante uma viagem", finaliza Horta.

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