Claudio OlivaClaudio Oliva é jornalista especializado em turismo e hotelaria, pós-graduado em Turismo pela Universidade de Barcelona, presidiu a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo. Editor da Qual Viagem, colaborador em diversos portais de turismo, é também diretor Executivo da Assimptur Assessoria de Imprensa.

Parques e atrações no Brasil somam R$ 11,5 bilhões em investimentos

Publicado em 21/05/2026 às 06:00.
 (Daniel Roe / Unsplash)
(Daniel Roe / Unsplash)

O setor de parques e atrações turísticas voltou a crescer no Brasil no ano passado, segundo dados da quarta edição do Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil. De acordo com o estudo, o setor tem R$ 11,5 bilhões em investimentos programados, sendo R$ 7,1 bilhões em novos projetos.

Idealizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra) e produzido pela Noctua, o Panorama Setorial registra que 143 milhões de visitantes estiveram nos parques e atrações brasileiros em 2025, um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.

Nesta edição, foram mapeados 869 empreendimentos entre parques temáticos, aquáticos, naturais, atrações turísticas e FECs (centros de entretenimento familiar). No ano passado, o faturamento do setor chegou a R$ 9,5 bilhões, aumento de 12,8% em relação a 2024.

"Os números do Panorama mostram um setor que continua crescendo, investindo e acreditando no potencial do turismo brasileiro, mesmo em um ambiente econômico bastante desafiador, com juros elevados, aumento de custos e pressão sobre o consumo das famílias", afirma o presidente do Conselho do Sindepat, Pablo Morbis.

"Ainda assim, seguimos vendo novos projetos saindo do papel e empreendedores apostando no desenvolvimento de destinos turísticos em todo o País. Quando um parque ou atração investe, o impacto vai muito além do entretenimento. Estamos falando de geração de empregos, qualificação profissional, distribuição de renda e fortalecimento da cadeia do turismo como um todo. Em muitos destinos, o turismo é a principal atividade econômica, e os parques têm papel relevante nessa transformação", completa.

Segundo o Panorama, o setor responde por 202 mil empregos diretos, indiretos e terceirizados, número 6% superior ao verificado em 2024. "Do total de respondentes do estudo, 263 participaram do relatório nos últimos dois anos. Ao comparar os dados de empregos desses parques, observa-se um aumento de 6% no número de empregos diretos", explica o CEO da Noctua, Pedro Cypriano, que conduziu o estudo. Ele destaca que, embora elevada, a rotatividade de profissionais de 46,2% no setor de parques está abaixo da média nacional, de 56%.

"Esse é um gargalo dos parques e atrações, mas também de outras indústrias, uma vez que a reposição de um funcionário pode custar entre 50% e 200% do salário anual, considerando recrutamento, treinamento e perda de produtividade", explica.

Investimentos e novos projetos

Os 70 novos projetos identificados nesta edição do Panorama Setorial somam investimentos de R$ 7,1 bilhões. Considerando os reinvestimentos programados pelos parques e atrações instalados, esse montante alcança R$ 11,5 bilhões. "Os reinvestimentos são constantes na nossa atividade econômica. Eles vão muito além da manutenção e da segurança, essenciais em nosso setor", diz o presidente da Adibra, Paulo Kenzo. "É parte da nossa rotina buscar novas atrações e melhorias na experiência do visitante. Nosso setor tem a inovação e a criatividade em seu DNA", completa.

Em relação à última edição do estudo, foram mapeados 30 novos projetos. A pipeline desses projetos revela uma oferta diversificada, mas com concentração em parques aquáticos (28,6%) e parques temáticos e de diversão (24,3%). Juntos, representam mais da metade dos investimentos previstos. Geograficamente, esses investimentos estão concentrados nas regiões Sul (43,9%) e Sudeste (35,1%), mas há projetos em todas as regiões do Brasil, estando espalhados por 17 Estados e 41 cidades. Dos 70 projetos, 31% têm abertura programada para este ano e 47% contam com timeshare ou multipropriedade como propulsores dos investimentos. Em relação ao funding, 77% dos projetos têm funding já equacionado, a maioria deles por meio de capital próprio.

O Panorama Setorial foi apresentado hoje, durante o 7º SINDEPAT Summit, principal evento dos parques e atrações do Brasil, realizado no Rio de Janeiro. O estudo está disponível para download no www.sindepat.com.br.

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