Claudio OlivaClaudio Oliva é jornalista especializado em turismo e hotelaria, pós-graduado em Turismo pela Universidade de Barcelona, presidiu a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo. Editor da Qual Viagem, colaborador em diversos portais de turismo, é também diretor Executivo da Assimptur Assessoria de Imprensa.

Transporte aéreo de passageiros cresce 6,1% em fevereiro

Publicado em 02/04/2026 às 06:00.
 (Pascal Meier/Unsplash)
(Pascal Meier/Unsplash)

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os dados de demanda global de passageiros de fevereiro de 2026 com os seguintes destaques:

  • A demanda total, medida em passageiros-quilômetros pagos (RPK), subiu 6,1% em relação a fevereiro de 2025. A capacidade total, medida em assentos-quilômetros oferecidos (ASK), aumentou 5,6% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 81,4% (+0,3 ponto percentual em relação a fevereiro de 2025), o valor mais alto já registrado para um mês de fevereiro.
  • A demanda internacional cresceu 5,9% em comparação a fevereiro de 2025. A capacidade subiu 5,3% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 80,5% (+0,5 p.p. em relação a fevereiro de 2025).
  • A demanda doméstica aumentou 6,3% em relação a fevereiro de 2025. A capacidade cresceu 6,2% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 82,8% (+0,1 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

"Com uma expansão de 6,1% no RPK, fevereiro foi um mês forte, mostrando que os fundamentos para o crescimento da demanda estavam estabelecidos para um ano positivo. No entanto, sem saber a duração e a intensidade da guerra no Oriente Médio, é impossível quantificar o impacto total que ela terá nas perspectivas das companhias aéreas. Mas algumas coisas já estão claras. Os custos de combustível subiram acentuadamente. Com capacidade restrita e margens estreitas, as tarifas aéreas já estão subindo. A alocação de capacidade também está se ajustando, particularmente para o tráfego de, para ou através do Oriente Médio, ou em áreas onde o fornecimento de combustível é um problema. O crescimento da capacidade programado para março, por exemplo, reduziu para 3,3%, ante previsões anteriores de mais de 5%", afirmou Willie Walsh, Diretor Geral da IATA.

Detalhamento regional e mercados internacionais de passageiros

O crescimento do RPK internacional atingiu 5,9% em fevereiro em comparação ao ano anterior, com um crescimento particularmente forte na América Latina. O tráfego na Ásia foi beneficiado pela demanda de viagens do Ano Novo Lunar. O tráfego entre a Europa e a Ásia foi especialmente forte (+14%), particularmente entre a Ásia e a Espanha e Itália.

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico alcançaram um aumento de 8,6% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 7,3% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 86,6% (+1,0 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

As transportadoras europeias tiveram um aumento de 5,0% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade se elevou 4,5% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 75,6% (+0,4 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

As transportadoras da América do Norte registraram um aumento de 5% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 2,4% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 80,9% (+2,0 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

As transportadoras do Oriente Médio viram um aumento de 0,9% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 3,8% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 79,6% (-2,2 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

As companhias aéreas da América Latina registraram aumento de 13,5% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 9,3% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 85,0% (+3,1 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

As companhias aéreas africanas tiveram um aumento de 4,8% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 6,6% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 74,5% (-1,3 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

Mercados de passageiros domésticos

O RPK doméstico subiu robustos 6,3%, impulsionado pela forte demanda no Brasil e na China. O aumento da capacidade (+6,2%) foi próximo de igualar a demanda, e a taxa de ocupação permaneceu basicamente estável em 82,8%.

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