Lançado, este ano, um livro que está a merecer amplo elogio de todos que se interessam pelo Brasil e por Cultura. Refiro-me a Afonso Arinos de Melo Franco ao ensejo. Organizado por Arno Wehling e Rogério Faria Tavares, pela Miguilim, evidentemente mineira, forma assim algo muito raro no que se produz no país. Que se prepare o leitor, porque se trata de volume de bela apresentação, ricamente ilustrado com fotos fornecidas pela família do focalizado.
As primeiras linhas dos autores são suficientes para revelar a extensão e profundidade dos textos que aguardam o leitor, a começar por o volume celebrar os 120 anos de Arinos, nascido em 27 de novembro de 1905, em Belo Horizonte, de antiga linhagem afeita às letras e às lidas políticas.
Sobre os organizadores, há notas biográficas capazes de dizer muito, embora muito mais mereçam: Arno já integra a Academia Brasileira de Letras e Rogério Faria Tavares, além de outros títulos, é presidente emérito da Academia Mineira de Letras. Os demais colaboradores se incluem numa relação altamente conhecida e prestigiada, sendo eles: Airton Cerqueira Leite Seelaender, Ângelo Oswaldo de Araujo Santos, Antônio Celso Alves Pereira, Aspásia Camargo, Bernardo Cabral, Cesário Mello Franco, Christian Lynch, Claudio Aguiar, Domício Proença Filho, Edmar Bacha, Joaquim Falcão, José Sarney, Luiz Feldman, Rubens Ricupero e Sydney Limeira Sanches.
O jornalista e escritor Rogério Faria Tavares ganhou a Medalha Rachel de Queiroz, concedida anualmente pela Academia Brasileira de Letras, e se destina a reconhecer quem contribuiu com os trabalhos da Academia e as causas de Cultura.
O anúncio foi feito em 18 de junho, pela Academia Brasileira de Letras. A entrega da medalha será em 23 de julho, durante a sessão de gala em comemoração do aniversário de 129 anos da Casa de Machado de Assis, no Rio de Janeiro. Completando dez anos como membro da Academia Mineira de Letras em 4 de junho, Rogério é mestre em Direito Internacional e doutor em literatura.