Neste 2026, registra-se o centenário da visita de Madame Curie (cientista física e química, polonesa naturalizada francesa, que conduziu pesquisa pioneira sobre radioatividade) a Belo Horizonte, para conhecer o Instituto do Radium, construído no Parque Municipal. Com o qual o Brasil se posicionara como liderança no combate ao câncer nas Américas, antes mesmo dos EUA. Foi um notável empreendimento dos cientistas brasileiros que cuidavam da enfermidade, diante do crescimento dos índices que expandiam sem cessar. A atuação de nossos médicos ganhou prestígio nacional, mesmo internacional.
Até hoje se prestam homenagem muito legítimas e justas àqueles pioneiros, cuja memória é lembrada com todo gáudio. Mas os esforços não cessaram aquela quase metade de século. A Santa Casa de Belo Horizonte conta com uma grande equipe, pesquisando e trabalhando a insidiosa moléstia.
Embora não tenha conquistado espaço maior na imprensa brasileira, o tema é do maior interesse, tanto que o Ministério da Saúde assinou, na última quinzena de fevereiro, três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que vão garantir a oferta dos medicamentos usados no combate ao câncer (pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa, focada na produção nacional de medicamentos oncológicos, faz parte da estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, retomada pelo governo. O objetivo é garantir o abastecimento de fármacos, promover a transferência de tecnologia e ampliar a autonomia produtiva nacional.
O Ministério da Saúde explica que busca reduzir a dependência externa de medicamentos estratégicos, assegurar maior estabilidade no fornecimento e ampliar o acesso da população a terapias de alta complexidade.
A produção dos medicamentos oncológicos será realizada por meio de parcerias entre instituições públicas e privadas. O nivolumabe será fabricado em cooperação entre a Bahiafarma, a Bionovis S/A e a farmacêutica indiana Dr. Reddy’s laboratories.