Os destemperos do sr. Donald Trump estão tumultuando os hábitos deste nosso tempo, inclusive os de leitura. Assim, depois de elevar a tensão entre nações (e não apenas as do Oriente Médio) ao clímax, o titular da Casa Branca anunciou uma trégua de duas semanas na guerra dos Estados Unidos/ Israel contra o Irã.
Em seguida, as negociações entre os beligerantes diminuíram, mas não conseguiram nem apagar a inquietação generalizada, nem os desvios indesejados dos que faltaram a seus compromissos neste ínterim. Assim, o responsável por esta coluna omitiu-se quanto ao lançamento do livro “Nos 120 anos de Afonso Arinos de Melo Franco”, organizado pelo Acadêmico Arno Wehling e pelo jornalista Rogério Faria Tavares. A obra marca os 120 anos de nascimento do jurista, diplomata, professor, ensaísta, político e imortal da ABL Afonso Arinos (1905-1990).
Os organizadores ainda participaram de uma mesa-redonda com o advogado Cesário Mello Franco e o ex-ministro da Cultura Ângelo Oswaldo, que também assinam textos dos 17 ensaios do livro, ao lado de outros brasileiros que conviveram com Afonso Arinos de Melo Franco em várias esferas da vida particular, política, social e internacional, ou têm familiaridade com sua trajetória e conhecem a importância de seu papel entre os pensadores brasileiros.
Como o memorialista Pedro Nava ressalta, o Anglo revelou-se o mais avançado educandário da época, destacando-se pela prática de esportes, entre eles o futebol.
A educação passou a ser vista como investimento na consolidação do ideário republicano e na expansão da economia.
Certamente o novo livro — cuja redação contou com grandes nomes que o Brasil reverencia até hoje — propiciará o enriquecimento do conhecimento que se tem de Afonso Arinos, especialmente nesta época de “espicha-encolhe” da era Trump.