A visita do presidente chinês aos Estados Unidos, recebido com todas as honras por Trump, tem preço alto. Disso ninguém duvida. Há, evidentemente, a questão de Taiwan de que os orientais não abrem mão, em hipótese alguma. Para Pequim, a ilha é deles, em qualquer tempo e a qualquer custo.
E, mais recentemente, viu-se o Brasil entrar em uma histórica e milenária questão das terras raras. Estamos diante de um gigantesco problema no qual se acham as duas mais poderosas nações do planeta: China e Estados Unidos.
O jornalista Aylê-Salassié comentou: “No campo imaginariamente retórico, surgiu uma ambiguidade estratégica, entre Trump e Xi Jinping, temperada por seguidas conversações de paz, que refletiam, ao mesmo tempo, ameaças veladas. O atual Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, acompanhando Trump em visita à China, provocado pelos jornalistas, declarou não acreditar que Pequim vá fazer “uma aventura” de invadir militarmente Taiwan”. Por sua vez, com paciência admirável, Xi Jinping extrapolou as tentativas de Trump de amenizar as conversações, que tem também outros vieses, com ofertas comerciais, destacando que, para a China, o tema mais importante daquele encontro era a questão de Taiwan.
A franqueza assustou. Na realidade, está sobre o tabuleiro uma transição de curso na História entre uma ordem hegemônica norte-americana e uma soberania multipolar, amparada menos em exércitos do que na construção de redes de interdependência, protagonizadas pelas novas tecnologias e suas fontes de suprimento e desenvolvimento. Nessas conversas registra-se um silêncio desconfiado, amparado por uma espécie de barganha: “Não se meta com a América”. Não é bem uma ameaça, mas quase uma oferta na qual Taiwan estaria na bandeja. O conflito é ainda potencial.
Taiwan é hoje um dos grandes detentores do fornecimento de semicondutores - chips de computador (circuitos integrados) – que alimentam as transformações digitais no mundo.
Tudo é, no mínimo, intrigante. E o Brasil terminou se enrolando nesse cenário. Descobriram por aqui reservas de “terras raras”, dezessete elementos químicos metálicos presentes em minerais, utilizados para a fabricação dos chips de Inteligência Artificial, computadores quânticos e robôs.
Na Casa Branca, o presidente chinês foi peremptório: quer paz. E apelou para que Washington assim atue. Pairam dúvidas em tudo isso, porque a questão de terras raras se tornou especialmente relevante.