O brasileiro, influenciado talvez pela interminável onda de ilicitudes registradas no âmbito da administração pública, reiteradamente não percebe o quanto o Estado e a administração imbuída de nobres propósitos oferece – e muito mais poderá fazê-lo em favor da pátria e do cidadão. Muito deve nossa comunidade a homens íntegros, competentes e operosos, postos e serviço de grandes causas e empreendimentos.
Há muitos dias, pude ler em jornal da capital a opinião de Eliane Parreiras, gestora cultural, sobre o Palácio das Artes, um centro de grande expressão nesse panorama da arte no país. Ela declarou ipsis litteris: “O Palácio das Artes é uma potência, porque é um centro de exibição, de fruição, um centro criador, porque tem lá orquestra, coral, companhia de dança, que são corpos artísticos extraordinários, e é um centro de formação, com a escola. A gente fica sempre na torcida para que ele ocupe cada vez mais esse lugar na cidade de referência nacional, referência estratégica. Nossa expectativa sobre o eixo da avenida Afonso Pena é que possamos, inclusive, fazer muitas parcerias. Juntando aí duas excelências, esperamos que tenha cada vez mais esse reconhecimento e esse compromisso público do investimento, da sustentabilidade desse grande patrimônio público que é o Palácio das Artes. Esperamos que todos os governos se comprometam com isso”.
Acompanhei bem de perto o esforço hercúleo de operários e gestores das obras no Parque Municipal. O presidente da respectiva Comissão, Peri Rocha França (também um grande baixo na ópera) me explicava os detalhes para que se alcançasse o resultado esperado. E alcançou.
O Palácio das Artes é o que Eliane afirmou e ainda mais. Israel caprichou em tudo, como o fez com a construção do Pronto Socorro João XXIII, com o novo edifício do hospital do Ipsemg, com a atual rodoviária, com a restauração do velho teatro de Sabará, com a abertura e pavimentação do acesso ao Santuário da Serra da Piedade.