Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

Das artes à saúde

Publicado em 06/06/2026 às 06:00.

O brasileiro, influenciado talvez pela interminável onda de ilicitudes registradas no âmbito da administração pública, reiteradamente não percebe o quanto o Estado e a administração imbuída de nobres propósitos oferece – e muito mais poderá fazê-lo em favor da pátria e do cidadão. Muito deve nossa comunidade a homens íntegros, competentes e operosos, postos e serviço de grandes causas e empreendimentos.

Há muitos dias, pude ler em jornal da capital a opinião de Eliane Parreiras, gestora cultural, sobre o Palácio das Artes, um centro de grande expressão nesse panorama da arte no país. Ela declarou ipsis litteris: “O Palácio das Artes é uma potência, porque é um centro de exibição, de fruição, um centro criador, porque tem lá orquestra, coral, companhia de dança, que são corpos artísticos extraordinários, e é um centro de formação, com a escola. A gente fica sempre na torcida para que ele ocupe cada vez mais esse lugar na cidade de referência nacional, referência estratégica. Nossa expectativa sobre o eixo da avenida Afonso Pena é que possamos, inclusive, fazer muitas parcerias. Juntando aí duas excelências, esperamos que tenha cada vez mais esse reconhecimento e esse compromisso público do investimento, da sustentabilidade desse grande patrimônio público que é o Palácio das Artes. Esperamos que todos os governos se comprometam com isso”.

E o grande sonho de Juscelino, que desejava para Belo Horizonte um núcleo de maior amplitude que o antigo Teatro Municipal, na rua da Bahia com Goiás, fez realidade. Isso graças ao empenho de Israel Pinheiro, o comandante das obras de construção de Brasília, com a conclusão do notável empreendimento que é o Palácio das Artes, que orgulha Beagá, Minas e o Brasil.

Acompanhei bem de perto o esforço hercúleo de operários e gestores das obras no Parque Municipal. O presidente da respectiva Comissão, Peri Rocha França (também um grande baixo na ópera) me explicava os detalhes para que se alcançasse o resultado esperado. E alcançou.

O Palácio das Artes é o que Eliane afirmou e ainda mais. Israel caprichou em tudo, como o fez com a construção do Pronto Socorro João XXIII, com o novo edifício do hospital do Ipsemg, com a atual rodoviária, com a restauração do velho teatro de Sabará, com a abertura e pavimentação do acesso ao Santuário da Serra da Piedade.

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