Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

Exames disponíveis

Publicado em 21/03/2026 às 06:00.

Belo Horizonte realiza um mutirão de colonoscopia para pacientes do SUS. A primeira etapa foi em 14 de março e a segunda no dia 28. Alguém pode perguntar para que serve o exame. Responde-se: ele é essencial ao diagnóstico precoce do câncer de intestino. E há muita gente necessitando dele sem se cuidar. Um grande erro.

O coloproctologista e coordenador do Centro de Diagnóstico da Santa Casa de Belo Horizonte, Dr. Guilherme de Almeida Santos, ressalta a importância da colonoscopia:

“É um exame fundamental para diagnosticar problemas intestinais, incluindo inflamações, sangramentos e tumores, sendo a principal indicação para a prevenção do câncer no cólon e no reto. Na maioria dos casos, a doença começa como um pólipo, que pode ser identificado, removido e enviado para avaliação em laboratório.

Ao retirar esse pólipo, reduzimos significativamente o risco de desenvolvimento do tumor”, explica o médico. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano, além de provocar aproximadamente 20 mil mortes anuais no país. 

Outro dado preocupante é que 65% dos diagnósticos ainda ocorrem em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de cura e aumenta os custos do tratamento para o sistema de saúde. Quando identificado precocemente, porém, a taxa de cura pode chegar a 90%, reforçando a importância do rastreamento e da realização de exames preventivos. 

A iniciativa conta com o apoio da vereadora Fernanda Altoé, que destinou recursos de emenda parlamentar para viabilizar a realização do mutirão e para aquisição de materiais destinados à realização de exames ao longo de 2026. 

O mutirão integra as ações do Março Azul-Marinho, campanha nacional de conscientização sobre a importância do rastreamento e da prevenção do câncer colorretal. Em 2026, o tema “Jornada pela Vida” reforça a necessidade de iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos, especialmente para pessoas com histórico familiar da doença, já que a detecção em estágio inicial aumenta significativamente as chances de cura. 

O mutirão teve início no dia 14 último, com atendimento aos pacientes previamente encaminhados. 

Pacientes do SUS que necessitam realizar o exame devem procurar a unidade básica de saúde de referência em sua região para avaliação médica e possível encaminhamento para o procedimento. 

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