Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

O Amélia Lins

Publicado em 17/02/2026 às 07:01.

Uma pausa valiosa quanto às notícias da PBH e os hospitais filantrópicos no que tange ao pagamento de verbas atrasadas, destinadas aos estabelecimentos belo-horizontinos. É um tema da maior relevância, como se sabe, porque a saúde é essencial a uma nação que quer e precisa desenvolver-se. Com a Constituição de 1988, veio o SUS, considerado hoje o mais avançado em termos de assistência à população de baixa ou sem renda. Mas o Estado tem de dar sua mãozinha para oferecer saúde à população.

Segundo a Prefeitura, neste mês de fevereiro o que atrasara foi pago, o que vem muito a propósito, porque o carnaval aí está e, no período festivo, a demanda por atendimentos de urgência e emergência cresce significativamente. É exatamente o que pensa e sente a população. Mas isso não quer dizer que o problema foi resolvido. A saúde continua exigindo presença do poder público, com ênfase no caso típico da capital mineira, do SUS, da Prefeitura, enfim.

Se o sistema municipal foi atendido pela PBH, ficou a pergunta, pelo menos para este redator que não leu, ouviu ou viu absolutamente nada com relação ao Maria Amélia Lins, na rua Otoni, no bairro Santa Efigênia da capital. O edifício em que se acha instalado é um dos mais característicos da capital dos mineiros, mas se encontra há tempos sem funcionar. O poder público não tem conseguido acertar o passo para operar com a eficiência que se deseja e se quer. O resultado aí está, para lamento da gente da cidade, que aniversaria em 12 de dezembro, devendo bastante em termos de assistência.

Ao que se informou, a possível administração nova da Maria Amélia Lins será contratada proximamente, mas a nova direção só assumirá depois que o Tribunal de Contas do Estado se manifestar. Mas o aval ainda não veio e se ficou, pelo menos até agora, no mesmo. O hospital, que seria entregue à Santa Casa mediante contrato de gestão, permanece lacrado, o que é uma pena. Esparemos que, após o período de Momo, se possa festejar sua reabertura. O povo de Beagá ficará eficientemente feliz.

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