O que teremos à frente com os governantes que tomarem posse em seus países será difícil dizer. Só adivinhando. Ninguém, contudo, detém determinados privilégios. Por não gozar de dom tão especial e raro que o presidente dos Estados Unidos entrou em campo para apontar com quem espera contar quando o time de dirigentes no Novo Mundo estiver completo.
Uma coisa se sabe: Trump quer a América para os americanos... do Norte, evidentemente, como pretendia Monroe, que não será de subterfúgios. Com ele, era pão – pão; queijo – queijo. Nem sempre, todavia, a escolha deu certo.
Com 8 presidentes já no Escudo das Américas, Estados Unidos aguardam a definição no Brasil, no dia 25, no lugar da China.
A eleição presidencial no Brasil, que será decidida no segundo turno em 25 de outubro, tornou-se central na estratégia dos Estados Unidos para a América do Sul, em contraposição da influência da China. Se Flávio Bolsonaro for eleito, o Brasil se tornará o nono país da região com um governo alinhado aos Estados Unidos.
A Casa Branca já trabalha com oito presidentes sul-americanos que mantêm alinhamento político e diplomático com Washington. Entre eles estão Javier Milei, na Argentina, José Antonio Kast, no Chile, Rodrigo Paz, na Bolívia, e Santiago Peña, no Paraguai. O Uruguai, também na América do Sul, ficou em silêncio até agora.
O bloco faz parte do que o governo americano chama de Escudo das Américas, uma coalizão de segurança lançada por Trump que reúne países da região para o combate a cartéis e à imigração.
O jornal The New York Times classificou a possível vitória de Flávio como a peça final de uma nova Doutrina Monroe, a política externa que os Estados Unidos adotam para afirmar sua primazia no continente. Em maio, o senador foi recebido na Casa Branca e pediu que as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho fossem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Em setembro, Flávio defendeu a entrada do Brasil no Escudo das Américas. Ele não perde a chance de apoiar Trump e suas iniciativas. Mas faltam outros países ainda. Só a América do Sul são 11 países.
As republiquetas da América Central não contam?