Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

O mundo teme

Publicado em 13/01/2026 às 06:00.

Enquanto o mundo se suplicia diante da possibilidade de novos conflitos em todos os continentes, o presidente Trump não se intimida e ameaça com veemência para assumir a Groenlândia, a despeito de severa postura de governos diversos, principalmente da Europa.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propondo uma “agenda de colaboração” e pedindo fim das hostilidades. O documento foi divulgado menos de 48 horas após a captura e deportação de Nicolás Maduro por operação militar americana.  

Na carta, Rodriguez afirma que a Venezuela “aspira viver sem ameaças externas” e faz um apelo direto: “Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”.

Ela propõe o estabelecimento de um relacionamento baseado na não ingerência. O gesto ocorre com Maduro e sua esposa sob custódia americana e aguardando nova audiência em tribunal de Nova York. 

O secretário de Estado Marco Rubio e outros altos dirigentes já disseram que os Estado Unidos usarão o bloqueio do petróleo para pressionar o governo venezuelano a cooperar.   

No âmbito da Venezuela, a ação da presidente Delcy Rodríguez é enigmática. Com centena de pessoas presas, menos de 20 teriam sido libertadas. O presidente americano está pouco interessado com os antigos prisioneiros do regime Maduro. Cuida apenas da questão do petróleo, o grande desafio. 

Quanto a Leão XIV, americano de nascimento, ele vive o seu tempo e papel de chefe da Igreja católica. Em discurso para embaixadores credenciados junto à Santa Sé, declarou: “A guerra voltou à moda e o entusiasmo bélico se espalha.

O princípio estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia o uso de força para violar fronteiras, foi quebrado”. No entanto, o pontífice pediu aos governos que “respeitem e protejam seus direitos humanos e civis”. 

Em discurso de 43 minutos, Leão XIV usou um tom firme e alertou para o rápido declínio de expressão nos países ocidentais. O Papa também criticou o que chamou de discriminação religiosa sutil, sofrida por cristãos na Europa e nas Américas. Abordou ainda o aumento das tensões no Caribe e no Pacífico, alertando que isso representa “grave preocupação”. 

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