Está nas livrarias, mas também em minha biblioteca, o novo livro de Flávia Queiroz Lima, que os integrantes da Academia Mineira de Letras e os que tratam de literatura em nosso meio bem conhecem, pois sua gestora de projetos no sodalício, a que se encontra vinculada em corpo e espírito, há décadas. Sua vida profissional é intensa e extensa, o que se pode avaliar por ter chegado agora a 80 anos. Sim senhor.
Flávia nasceu no Rio de Janeiro, estudou piano no Conservatório Brasileiro de Música. Formou-se em Sociologia Política, na PUC/RJ e é pós-graduada em Gestão Pública Pela FJP/MG. Ainda no Rio, na década de 1960, participou do intenso movimento da música popular brasileira, de festivais da canção, do “Musicanossa”, no Teatro Santa Rosa, compondo sozinha ou em parcerias, escrevendo coluna diária em jornal carioca. São também dessa época os primeiros poemas. Mudou-se para Belo Horizonte em 1972, onde passou a conciliar os trabalhos de socióloga e consultora organizacional com a poesia.
Finalmente, este “Resgate”, que é uma delícia para quem tem sentimento e aprendeu a conjugar o verbo amar.
A primeira edição de “Resgate”, (porque certamente novas virão por aí) foi pela Pangeia Editora/Edições Dionysius, de Campinas, no penúltimo mês de 2025. Uma publicação simples, mas bonita, com ilustrações a cores.
Permito-me utilizar as palavras da professora Ana Cecília Carvalho, professora da UFMG e integrante da AML. Diz a mestra: “Uma palavra para descrever o impacto que sinto ao ler a poesia de Flávia de Queiroz Lima: maravilhamento. Marca distintiva dessa poesia de raro quilate na literatura brasileira contemporânea, nas poesias de Flávia, as palavras e as ideias que movimentam com delicadeza, precisão, beleza e profundidade. Mas não apenas isso. A sua poesia nos leva a um nível de experiência literária ímpar, na qual a letra não deixa de ser também nota musical, resultando em uma poética singular com a qual ela nos convida a refletir sobre a memória e a vida, seus tempos e suas marcas”.
Dito o que foi pela professora Ana Cecília, dou fé, abono e assino. Não há o que acrescentar, porque estamos diante de uma poeta, no verdadeiro significado da palavra.