Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

Prefeito sofre

Publicado em 23/06/2026 às 06:00.

As pontes se tornaram problema no Brasil. Aliás, questões simples e, pelo menos aparentemente de fácil solução, transformam-se em autênticos desafios. Durante décadas acompanho o histórico quase desanimador desses fatos. Assisti ao nascimento da Associação Mineira dos Municípios quando o engenheiro Celso Mello de Azevedo foi prefeito da capital. Decorridos tantos anos e tendo a identidade demonstrado sua importância, muito falta se fazer.

Há dias, o prefeito de Iguatama, presentemente à frente da Associação Mineira de Municípios (AMM), em entrevista, descreveu a permanência de problemas que já deveriam estar inseridas no rol do pretérito. Lucas Vieira Lopes apontava como uma das causas maiores das dores de cabeça dos chefes de executivos municipais e transferência de responsabilidade de custeio de obras e deveres da órbita federal ou estadual para a dos municípios. Se já não fossem enormes as obrigações do poder público municipal.

O alcaide de Iguatama declarou: “Os municípios, além das obrigações que a cada dia vão se tornando maiores, estão arcando com obrigações que não são atribuições deles. A gente deixa de investir em políticas do nosso município como estava programado, porque tem que bancar, e custear despesas que seriam obrigações do estado”.

Segundo ele, as demandas e os problemas da população estão nos municípios, como saúde e educação, por isso é preciso revisar o pacto federativo para melhor distribuição de recursos entre União, estado e município.

“É no município que a vida acontece, em que o cidadão mora, tem a sua família, tem que levar os filhos na escola, nos hospitais. Essa é a nossa grande briga do municipalismo, fazer com que os demais políticos — deputados, senadores, governadores e presidentes — entendam que a vida acontece é no município. Então, é para o município que o dinheiro precisa ir”, defendeu o prefeito.

“Hoje,70% de tudo que é arrecadado no país vão para a União, 20% para o estado e 10% para os municípios. E a maioria das despesas é atribuída aos municípios”. “Realmente, é isso, porque os problemas dos cidadãos estão neles. Se faltar água na casa de alguém, é no município. Se o cidadão precisa de hospital, é no município. É no município que a vida acontece, é ali que o cidadão mora, é ali que ele tem a sua família, tem que levar os filhos na escola, nos hospitais. Essa é a nossa grande luta do municipalismo, é fazer que os demais políticos — deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidentes, entendam. Então, é para o município que o dinheiro precisa ir”.

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